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Fundação PROCON SP


Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo

Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor

QUINTA-FEIRA, 24 DE ABRIL DE 2014

08/09/2003 Dicas para comprar carro 0Km

Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, divulga os caminhos para afastar os consumidores dos impulsos e realizar um bom negócio na hora de comprar um carro 0km.
 
Ao avaliar as tabelas de preços médios de veículos novos, publicadas nos jornais semanalmente, já se pode estabelecer uma relação entre o dinheiro disponível e o carro desejado. Se a sorte bateu à porta e há possibilidade de pagar à vista, o consumidor armado dos folhetos publicitários deve checar pessoalmente os preços dando ênfase aos descontos, condições de entrega e a efetiva vantagem econômica das promoções alardeadas.
 
Decidida a melhor proposta, o interessado especifica num pedido de compra as características do automóvel pretendido e vai procurar saber se há disponibilidade para entrega imediata ou se existe lista de espera e qual a sua previsão. Essas e outras informações como a descrição de acessórios básicos e opcionais, especificações do veículo (cor, modelo, ano, chassi), valor total e condições de pagamento têm que estar registradas no contrato ou no pedido de compra.
 
Cabe ressaltar que as concessionárias oferecem preços promocionais para modelos básicos. Acessórios opcionais e pintura metálica ou perolizada são, via de regra, cobrados à parte e devem ser discriminados na nota fiscal, assim como item por item dos kits promocionais ou pacotes de comodidades.
 
Na entrega o fornecedor está obrigado a fornecer o manual de instruções em português. Consulte-o atentando para as informações técnicas sobre o veículo, inclusive a garantia contratual e as exigências para sua validade. O Código de Defesa do Consumidor prevê garantia de 90 dias para vícios (defeitos) aparentes em produtos duráveis.
 
MENOS DINHEIRO, MAIS CUIDADO
 
Se o dinheiro disponível ou a poupança não foram suficientes para fazer negócio à vista e a escolha recair sobre outras modalidades, o consumidor precisa ter cuidado redobrado. E, ao fazer comparações para escolher o plano que melhor couber no seu orçamento, é necessário utilizar o mesmo prazo de duração e o mesmo valor de entrada.
 
Leasing: Trata-se de um contrato de arrendamento mercantil, ou seja, há o aluguel do carro por um período pré-estabelecido, onde o cliente faz a opção de compra pagando a taxa residual que corresponde a depreciação do veículo durante a locação. Essa cláusula de opção deve estar no contrato, bem como a fase em que poderá ser feita (início, meio ou final).
 
Financiamento: Quanto mais extenso o prazo, maior o valor total final em comparação ao valor à vista. Sendo assim faz-se indispensável um levantamento de preços com foco nos juros estipulados e no preço à vista. As condições de pagamento, entrada, número, importância e data de vencimento das prestações devem ficar estabelecidas no contrato, assim como encargos e multas por atraso. É importante não esquecer que nos valores das parcelas estarão incluídos o valor da TAC (taxa de abertura de crédito) e o IOF (imposto sobre operações financeiras), se estes não forem pagos na contratação. O Código de Defesa do Consumidor determina multa de mora máxima por atraso de 2% nas operações de outorga de crédito ou concessão de financiamento.

Compra programada: O consumidor paga mensalmente um percentual do valor do carro até atingir um montante que lhe permitirá fazer a opção de faturamento do bem, ou quando o consumidor atingir o total de 100%. Nesses termos a abertura de uma poupança é mais oportuna pois a desistência do cliente acarreta multa sobre a quantia a ser devolvida, com o agravante de o produto sofrer grandes atrasos na entrega.
 
Consórcio: Nessa modalidade não incidem juros. O crédito a receber e as prestações são calculados com base no valor do bem ou no índice contratado. As parcelas, identificadas em percentual, compreendem além do fundo comum (dinheiro destinado a compra do bem), a taxa de administração e, não obrigatoriamente, uma parcela de fundo de reserva. Esse fundo serve para prevenir ocasional falta de dinheiro em caixa. Existem consórcios que ainda incluem a taxa de seguro de vida. O consumidor, antes da contratação, não pode deixar de verificar junto ao Banco Central se o grupo está autorizado a funcionar e a vender cotas.
 
O Procon-SP presta informações de empresas reclamadas pelo telefone 3824-0446 e atende a reclamações pelo telefone 151 ou em um dos postos situados dentro dos Poupatempos Sé, Santo Amaro e Itaquera. Existe também o site www.procon.sp.gov.br.
 
Assessoria de Imprensa

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