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Cesta Básica - Novembro/2008

8/12/2008

Pesquisa do Procon-SP constata queda de 1,34%

O valor da cesta básica de novembro apresentou queda de 1,34%, revela pesquisa da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta era de R$ 297,06 em 31 de outubro passou para R$ 293,08 em 28 de novembro.
 
Dos 31 produtos pesquisados, 16 apresentaram alta, 8 diminuíram de preço e 7 permaneceram estáveis. Neste mês, o grupo Higiene Pessoal registrou a maior alta, 3,45%. O grupo Limpeza apresentou alta de 1,41% e, o alimentação, queda de 2,15%.
 
Dentre os produtos que compõem o grupo alimentação destacamos os que registraram as maiores quedas de preço, neste mês: feijão carioquinha – pacote 1kg (-24,52%); farinha de mandioca torrada – pacote 500 g (-4,20%); ovos brancos – dúzia (-3,33%); óleo de soja – 900 ml (-3,20%) e carne de segunda s/ osso – kg (-2,87%).
 
Convém ressaltar, também, o arroz – tipo 2 (pacote 5 kg) que, apesar de não ter apresentado expressiva queda de preço (-1,96%), está entre os produtos que pressionaram negativamente a variação da Cesta Básica no período.
 
A variação no ano é de 13,34% (base 27/12/2007) e, nos últimos 12 meses, de 17,25% (base 28/11/2007). O último recorde da cesta básica desde o Plano Real foi de R$ 305,30, em 23/07/2008.
 
É importante salientar que os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços.
 
A análise a seguir pretende focalizar os produtos com maior participação na variação do valor médio da cesta básica deste mês.
 
Feijão
No início do primeiro semestre, o feijão foi considerado um dos principais produtos que influenciaram a alta da inflação, apesar da instabilidade do mercado.
A partir do segundo semestre a tendência foi de baixa dos preços. O grande volume esperado para a primeira safra de feijão, conhecida como safra das águas e responsável por cerca de 50% da produção nacional, fez o preço do produto despencar nos últimos meses.

Na pesquisa da cesta básica de novembro/08, o preço do feijão carioquinha (pac.1 kg) apresentou queda de 24,52%. Foi a maior variação negativa de preço do produto desde julho de 1999, quando apresentou queda de 57,87% em relação ao mês anterior.  
 
Mandioca
A oferta da raiz de mandioca para fecularias está restrita, devido à menor disponibilidade do produto de segundo ciclo da colheita e à retração de parte dos agricultores, que ainda acreditam na alta de preços.
 
Mesmo com a baixa oferta, os preços recuaram face à retração da demanda por parte de muitas empresas do setor, que optaram pela diminuição do processamento.
 
Na pesquisa da cesta básica a farinha de mandioca torrada apresentou variações de preço ao longo do ano. Em novembro, registrou queda de 4,20% em relação ao mês anterior.
  
Soja
A preocupação com a recessão mundial está provocando fortes perdas à soja nos últimos meses. O mercado está oscilando e as vendas estão paradas. A Bolsa de Mercadorias de Chicago para o complexo soja (que inclui o óleo de soja) tem apresentado declínios acentuados de preço.
 
De acordo com os analistas de mercado, os compradores adotaram uma postura cautelosa, em meio aos temores de recessão mundial e desaquecimento da demanda por alimentos.
 
O comportamento das cotações da soja no mercado internacional, portanto, acabou por influenciar os preços de seus derivados no mercado interno e o segundo semestre foi marcado por sucessivas quedas.
 
Na pesquisa da cesta básica de novembro/08, o óleo de soja (900 ml) apresentou queda de preço pelo sétimo mês consecutivo: -3,20%.
 
Carne
Para se ajustar à nova realidade de baixa oferta de animais, provocada pelo alto índice de descarte de matrizes nos últimos dois anos, muitos frigoríficos interromperam os abates em algumas unidades e deram férias coletivas para outras, fazendo com que os preços recuassem nas últimas semanas. Além disso, estamos no término da entressafra.
 
No mercado internacional, chamou atenção o declínio nas cotações do boi gordo. Pesou para a retração observada a pressão de importadores com problemas de crédito – sobretudo russos – por redução de preços. Tal pressão também teve reflexos no mercado doméstico.
 
Na pesquisa da cesta básica de novembro/08, o preço da carne de primeira não apresentou variação em relação ao mês anterior e a carne de segunda registrou queda (-2,87%). Na variação acumulada no ano, a carne de primeira registrou alta de 20,51% e a carne de segunda, alta de 32,87%.
 
Arroz
O preço do arroz está oscilando desde o início do ano, tendo registrado importante aumento de preço em maio, seguido de quedas e altas inexpressivas. No mês de novembro, apresentou queda (-1,96%).
 
Nas últimas semanas, de modo geral, o ritmo de comercialização de arroz esteve lento. Algumas indústrias permaneceram fora do mercado por vários dias, em função de fracas vendas do arroz beneficiado. De acordo com o levantamento de preços do Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada junto ao setor atacadista e varejista de Campinas (SP), grande parte das marcas de arroz beneficiado foi comercializada a preços menores na última quinzena, face à fraca demanda.
 
Na pesquisa da cesta básica, apesar da queda de preço pontual em novembro, o arroz tipo 2 apresentou a maior variação positiva acumulada no ano, dentre os produtos do grupo alimentação pesquisados: 42,92%.
 
Confira a Tabela da Pesquisa
 
(Informações sobre fomato PDF)
08/12/08
Assessoria imprensa
Procon-SP


 
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