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Cesta Básica Mensal

10/4/2006

Pesquisa do Procon-SP constata queda de 0,92% na cesta básica de Março

No mês de março, o valor da cesta básica do paulistano apresentou queda de 0,92%, revela pesquisa do Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. O preço médio da cesta, calculada em parceria com o Dieese, era em 24 de fevereiro deste ano R$ 209,52 e passou para R$ 207,59 (31/03/06).
 
O recorde de custo da cesta básica foi alcançado no Plano Real, em 18/05/05, quando o valor chegou a R$ 221,09.
 
A variação no ano é de -4,06% (base 28/12/05) e, nos últimos 12 meses, de -4,03% (base 31/03/05). Por grupo, foram constatadas as seguintes variações: alimentação, -0,97%, limpeza, -0,21% e higiene pessoal -1,40%.
 
Dos 31 produtos pesquisados na variação mensal, 15 apresentaram alta, 15 diminuíram de preço e um permaneceu estável. Dentre os produtos que compõem o grupo Alimentação, destacamos as maiores quedas: frango resfriado inteiro – kg (19,71%), carne de primeira – kg (8,66%), ovos brancos – dz (5,97%) e macarrão com ovos – pacote 500g (4,10%).
Maiores altas: feijão carioquinha – pacote 1kg (27,75%) e cebola – kg (21,30%).
 
Os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir procedimentos para estimular a concorrência ou simplesmente para liquidar estoques.
 
A seguir a análise dos produtos com maior participação na variação do valor médio da cesta básica deste mês:
 
Carne de Frango
 
O preço da carne de frango prossegue no seu movimento de queda. A menor demanda externa tem elevado a oferta doméstica, deprimindo os preços. Os produtores estão desovando os excedentes no mercado interno. A crise atinge, principalmente, pequenos e médios frigoríficos, que abatem para o mercado interno e não conseguem competir com grandes abatedouros.
Por causa das barreiras internacionais, o frango que era para estar no mercado árabe, não saiu de Santa Catarina. Esse cenário desfavorável já vem ocasionando algumas demissões nas indústrias catarinenses. A indústria do Paraná (principal estado produtor em 2005) também já começou a diminuir os alojamentos de pintos de corte e abate de aves.
 
Carne Bovina
 
O mercado do boi começou o ano na expectativa de uma reversão dos embargos impostos contra a carne brasileira, depois que focos de aftosa foram encontrados no Mato Grosso do Sul e Paraná. Essa reversão iniciou-se há alguns dias, quando a Rússia anunciou a suspensão do veto às carnes do Rio Grande do Sul.
 
Há, contudo, um excesso de oferta de boi no mercado brasileiro. As vendas fracas de carne bovina no mercado atacadista e a confirmação de novos focos de aftosa no Paraná empurraram ainda mais para baixo o valor da arroba do boi. A queda no preço dos animais vivos começou a chegar ao consumidor final, já que os pecuaristas estão encontrando dificuldade para escoar a produção; além disso, a carne bovina concorre com a carne de frango (cujos preços registraram queda significativa).    
 
Ovos
 
Após apresentar queda de preço logo no início do ano, atribuída a uma retração da demanda, por conta do período de férias escolares, o preço do ovo voltou a cair em março. Bastos, cidade do interior paulista e a maior produtora de ovos do Brasil, vem sentindo os efeitos das oscilações de preço desse mercado.
 
A queda dos preços dos ovos se deve ao excesso de oferta causado pelo aumento da produção. A forte alta nos preços em 2004 levou as granjas locais a aumentar a capacidade produtiva. O consumo, no entanto, não acompanhou esse excedente. A situação só não está pior para os produtores, graças às baixas cotações do milho e da soja – matérias-primas para produção de ração. A concorrência com as carnes também é apontada pelos granjeiros como fator de pressão sobre as cotações dos ovos.
 
Diante dos preços em queda, excesso de oferta e demanda estagnada, as granjas do país buscam alternativas para baixar custos e driblar a crise que afeta a cadeia produtiva de ovos no país. Investimento na verticalização do sistema produtivo, descarte de matrizes e redução do alojamento de pintos são algumas das estratégias usadas.
 
Feijão
 
Desde o início do ano o mercado de feijão registra alta de preço. As chuvas no Paraná e em Santa Catarina estão prejudicando a colheita, o que diminui a oferta.
 
Com necessidade de reposição dos estoques, os compradores são obrigados a aceitar a valorização dos preços. A pouca oferta de mercadoria e o fraco interesse pelo produto de qualidade inferior, devido à umidade presente nos grãos, são alguns dos motivos para o aumento do preço do feijão carioquinha.
 
Cebola   
 
O preço da cebola continua apresentando comportamento instável das variações mensais de preço. Em janeiro deste ano apresentou queda superior a 18%, manteve-se inalterado em fevereiro e em março registrou uma alta representativa de 21,30%.
 
Apesar de a safra ter sido abundante na região de Irati, no Paraná, não foi das melhores, já que o excesso de chuva atrapalhou a produção, prejudicando sua qualidade.
 
Entretanto, o principal fator que justificaria o aumento do preço, seria o fato da colheita no mês de fevereiro não ter sido suficiente para abastecer o mercado interno. Estima-se que a situação deve mudar com a entrada da produção da cebola de São Paulo e das importações da Argentina.
 
Variação Mensal do Custo Médio da Cesta Básica
 
10/04/06
Assessoria de Imprensa
Procon-SP / Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania


 
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