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Cesta Básica de Janeiro

7/2/2007

Pesquisa do Procon-SP revela queda de 2,32%

O valor da cesta básica de janeiro apresentou queda de 2,32%, revela pesquisa da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta, em 28 de dezembro, era R$ 215,29 e caiu para R$ 210,29 em 31 de janeiro. O grupo Alimentação foi o que registrou a maior queda, -2,74%.
 
As maiores quedas de preço neste mês foram registradas na carne de primeira – kg (-9,42%), arroz tipo 2 – pac. 5 kg (-6,81%), feijão carioquinha – pac. 1 kg (-6,47%), açúcar refinado – pac. 5 kg (-4,62%) e o alho – kg (-3,88%).
 
Dos 31 produtos pesquisados na variação mensal 11 apresentaram alta, 18 diminuíram de preço e dois permaneceram estáveis.
 
O recorde da cesta básica desde o Plano Real foi verificado em 18/05/05, quando o valor chegou a R$ 221,09.  A variação no ano é de -2,32% (base 28/12/06) e, nos últimos 12 meses, de 0,04% (base 31/01/06). Por grupo, foram constatadas as seguintes variações: Alimentação, -2,74%, Limpeza, -1,05% e Higiene Pessoal, -0,30.  
 
É importante salientar que os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a Cesta Básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para "desovar" estoques através do rebaixamento temporário dos preços.
 
A análise a seguir pretende focalizar, dentre os produtos com maior participação na variação do valor médio da Cesta Básica deste mês, aqueles cuja oferta e demanda estejam sendo (ou poderão ser) influenciados por fatores macroeconômicos.
 
Carne Bovina
 
Apesar do bom desempenho do setor no ano passado, o setor de carnes continuou sentindo os efeitos dos problemas sanitários enfrentados pelo Brasil, o que determinou certa instabilidade de preços ao longo de 2006.
 
Reforçando a tendência, já observada no mês de janeiro de anos anteriores, neste ano verificou-se novamente a queda de preço da carne de primeira, na cesta básica. Foi também o produto que mais pressionou a baixa.
 
O excesso de oferta no mercado interno no início do ano, em função da grande quantidade de animais para o abate, contribui para a queda de preço do produto.
Arroz
 
Os preços do arroz oscilaram ao longo do ano passado, com alguns períodos de baixa – em função do excesso de oferta – e períodos de reação, não só no período de entressafra como também em decorrência da constante "queda de braço" entre produtores e indústria.
 
O período de férias escolares no início do ano está tradicionalmente associado ao baixo consumo de arroz, deprimindo os preços. A tendência, no entanto, é a valorização do produto, já que o déficit hídrico em algumas regiões produtoras e a redução da área plantada no Rio Grande do Sul pode provocar a redução da oferta.
 
Feijão
No final do ano passado a produção de feijão passou por período de entressafra, com leve recuperação dos preços. Embora a qualidade do feijão se encontre comprometida em razão das chuvas contínuas, a colheita da safra das águas – que vai de novembro a março – veio abastecer o mercado, que se encontra com bom nível de oferta.
 
A demanda por feijão, a exemplo do que ocorre com o arroz, tende a ser mais reduzida nesta época do ano. A conjugação desses dois fatores determinou a queda do preço.
 
Açúcar
 
A partir do primeiro trimestre do ano passado, o preço do açúcar na cesta básica apresentou variação mensal negativa na maioria dos meses, face ao aumento gradativo da oferta e à relativa estagnação da demanda.
 
Analistas do setor prevêem que a próxima safra brasileira de cana-de-açúcar (que começa em maio) poderá bater um recorde, com o aumento da área plantada para atender à demanda por biocombustíveis.
 
Segundo previsões da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo – UNICA – não há motivos para acreditar numa elevação de preços do açúcar para este ano, devido ao aumento substancial da oferta.
 
Alho
 
O alho é um dos produtos da Cesta Básica que costumam apresentar queda de preço no mês de janeiro. Nesse período é iniciada a comercialização da produção de Santa Catarina, abastecendo o mercado interno.
 
Mesmo com o desinteresse dos produtores nacionais pela atividade, o mercado continua sendo suprido, em parte, pelo alho importado, principalmente da Argentina e da China. Não há indícios de variações substanciais de preço para os próximos meses.
 
Cebola
 
O aumento da oferta interna de cebola no segundo semestre de 2006 derrubou o preço do produto. Nas regiões produtoras de Minas Gerais e nas de São Paulo, a área de plantio aumentou. Em Santa Catarina o aumento da área de plantio ocorreu devido à substituição de algumas áreas de fumo e de grãos, pela cebolicultura.
 
Neste início de ano, no entanto, o que se observa é uma elevação importante de preço. Tal fato pode estar associado às adversidades climáticas, especialmente à tempestade de granizo registrada em região produtora de Santa Catarina, em novembro, que pode ter comprometido a comercialização do produto a partir de janeiro.
 
Tabela Cesta Básica Janeiro 2007
 
07/02/07
Assessoria imprensa/Procon-SP
Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania


 
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