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Cesta Básica Fevereiro

17/3/2011

Cesta básica de fevereiro teve queda de 2,38%, constata Procon-SP

O valor da cesta básica do mês de fevereiro apresentou queda de 2,38%, constata pesquisa da Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese. O preço médio no dia 31 de janeiro era R$ 314,78, passou para R$ 307,29 em 28 de fevereiro.
 
Dos 31 produtos pesquisados, 18 diminuíram de preço, 10 apresentaram alta e 3 permaneceram estáveis.
  
Os grupos alimentação e Limpeza fecharam em queda de 2,77% e 1,49% respectivamente e grupo Higiene Pessoal em alta de 0,55%.
 
A variação no ano é de -3,70% (base 28/12/2010) e nos últimos 12 meses, de 7,21% (base de 26/02/2010). O último recorde da Cesta Básica desde o Plano Real foi de R$ 324,24 em 01/12/10.
 
Maiores e Menores variações de preços
Entre as cinco maiores taxas dos produtos que compõem a Cesta Básica, apenas três são alimentos – ovos (8,16%), óleo (1,89%) e farinha de mandioca (1,81%) – as 2ª e 3ª taxas mais elevadas são de bens de higiene – absorvente (2,93%) e creme dental (2,48%).
 
Os cinco produtos com maiores quedas de preços pertencem ao grupo alimentação, são eles: carne de 1ª (-9,39%), alho (-7,65%), feijão (-5,24%), arroz (-4,32%) e lingüiça (-2,91%).
Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam positivas ou negativas, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta Básica, pois a eles estão associadas as quantidades e os pesos que representam na sua composição.
 
A queda de 2,38% na Cesta Básica, em grande parte, é atribuída à redução dos preços dos alimentos, que contribuíram com -2,28 pp. no cálculo de sua taxa. Os maiores impactos negativos se deram nos seguintes bens: carne de 1ª (-1,37 pp.), carne de 2ª (-0,37 pp.), arroz (-0,30 pp.), açúcar (-0,17 pp.) e feijão (-0,15 pp.), produtos estes que resultaram em uma diminuição conjunta, no cálculo da taxa da Cesta Básica, de -2,36 pp..
 
Por outro lado, os 5 produtos que contribuíram para agravar a inflação em 0,40 pp. na Cesta Básica foram: ovos (0,22 pp.), óleo de soja (0,08 pp.), creme dental (0,04 pp.), frango (0,03 pp.) e desodorante (0,03 pp.).
 
Análise dos alimentos
Dos 22 alimentos que compõem a Cesta Básica 14 apresentaram comportamento deflacionário, 7 aumentaram seus preços e apenas 1 manteve o seu valor. Os motivos encontrados que justificam tais oscilações são inúmeros, como: problemas climáticos, excesso de demanda, preços das commodities, escassez de oferta e outros.
 
Análise mais detalhada dos motivos, dos diferentes comportamentos de preços, é apresentada a seguir:
 
Ovos
O preço da dúzia de ovos em 28/02/2011 de R$ 3,05 ficou 8,16% superior ao praticado em 31/01/2011, quando foi valorado em R$ 2,82. Ao se observar a série do ano anterior, verifica-se que, sempre, em fevereiro este produto aumenta de preço e deverá subir também no mês de março.
A alta acentuada dos ovos neste mês, em parte pode ser atribuída à proximidade da quaresma, quando a demanda por este produto aumenta, conseqüência do jejum de carnes praticado pelos católicos.
Como, em janeiro, seu preço caiu em relação a dezembro, a taxa acumulada deste bimestre situa-se em 5,54%.
 
Óleo de soja
Pelo sétimo mês consecutivo o óleo de soja apresenta comportamento inflacionário passando de R$ 2,12 em 30/07/2010 para R$ 2,70 em 28/02/2011. O aumento neste mês de fevereiro foi de 1,89%.
A safra 2010/11 da soja no Brasil registra, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), recorde de produção, consumo interno e exportação, baseado em dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada deve crescer 2,8% em relação à temporada anterior, no entanto, a produtividade média brasileira será 0,7% menor que a registrada no ano passado, devido a problemas climáticos. A produção brasileira provavelmente aumenta, porém é esperado que seus preços permaneçam firmes, devido ao aquecimento da demanda e previsão de menor safra na Argentina.
O aumento acumulado neste ano de 2011 foi de 3,05%, passando de R$ 2,62 em 28/12/2010 para R$ 2,70 em 28/02/2011.  
                
Farinha de mandioca
A farinha de mandioca em 28/02/2011 foi comercializada a R$ 1,69, valor este superior ao de 31/01/2011, de R$ 1,66, em 1,81%. Cabe salientar que este preço é o maior observado desde fevereiro de 2010, de R$ 1,43, com diferença de 18,2%.
Este produto é tipicamente brasileiro, comercializado apenas no mercado interno e produzido de forma generalizada em todo o país. Portanto, esta mercadoria não sofre interferência dos preços internacionais e seus valores são estipulados pelas condições de oferta e demanda do mercado brasileiro.   
A taxa acumulada neste ano é de 3,05%, quando passou de R$ 1,64 em 28/12/2010 para R$ 1,69 em 28/02/2011.
 
Carne de 1ª e 2ª
Em fevereiro, tanto a carne de 1ª quanto a de 2ª caíram de preço, referente ao preço da carne de 2ª esta queda é observada desde dezembro de 2010.  A carne de 1ª em 28/02/2011 foi comercializada a R$ 13,90 e a de 2ª a R$ 10,05, com taxas mensais de -9,39% e -2,80%, respectivamente.
A observação dos gráficos revela que apesar destas quedas acentuadas, o preço do produto ainda está muito alto. Ambas as carnes de 1ª e 2ª situam-se respectivamente, 20,45% e 25,94%, acima dos valores de 26/02/2010, quando eram comercializadas a: carne de 1ª R$ 11,54 e carne de 2ª R$ 7,98.
A oferta de boi gordo para abate, segundo o Cepea, está baixa para esta época do ano. Há uma cautela dos pecuaristas que continuam na expectativa de manter seus preços altos. Isto resulta em um menor ritmo de negócios, limitando a oferta de animais nos frigoríficos, que apenas compram a carne à medida da demanda, não estocando o produto. Este órgão ressalta que os preços continuam elevados na sua série de dados.
Este ano os preços das carnes de 1ª e 2ª já caíram em -8,55% e -5,46%, dado que no dia 28/12/2010 foram comercializadas a R$ 15,20 e R$ 10,63, respectivamente.
 
Alho
Neste mês observa-se forte queda de 7,65%, quando o quilo do alho passou de R$ 14,65 em 31/01/2011 para R$ 13,53 em 28/02/2011. Em relação ao dado de 26/02/2010, cujo preço era de R$ 12,12, seu valor atualmente está alto, pois se situa 11,63% acima do praticado em igual período do ano anterior.
O consumo do alho no Brasil é da ordem de 210 mil toneladas, e a produção interna representa 38% da demanda, sendo grande parte do produto importado (62%) da China e Argentina. Seu preço é afetado pela taxa de câmbio e por sua cotação internacional.
O alho produzido em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul sofre a concorrência com o alho argentino, que devido ao câmbio consegue colocar o produto abaixo do custo da produção nacional. O mesmo ocorre com a importação do alho chinês, que chega ao Brasil a preços muito baixos, desestimulando o alhicultor brasileiro.
Neste ano o alho apresentou queda de 8,15%, quando passou de R$ 14,73 em 28/12/2010 para R$ 13,53 em 28/02/2011.
 
Feijão carioquinha
O preço médio do quilo do feijão carioquinha em 28/02/2011, R$ 2,17, apesar de ser o menor da série desde 31/03/2010, apresenta valor ainda muito alto comparado a 26/02/2010, quando foi comercializado por R$ 1,68, com diferença da ordem de 29,17%.
A causa da queda de preço é apontada pelo Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão) como resultado de um aumento de produção devido aos valores altos praticados na época do plantio.
Problemas climáticos como o fenômeno La Niña, que podem perdurar por três meses, influenciam negativamente a colheita do feijão, que no momento está sendo realizada, causando piora em sua qualidade.
A Conab se comprometeu a pagar o preço mínimo de R$ 80,00 por saca de 60 kg, mas não garantiu a compra de toda a produção excedente. Os produtores reivindicam que a política de preço mínimo seja praticada de forma sustentável, pois dentre os alimentos, o feijão é um dos poucos produtos agrícolas que não é influenciado pelas altas dos preços internacionais.
Dadas as conseqüências climáticas, o preço médio está abaixo tanto do custo de produção como do preço mínimo. Com isso, somente 40% da área plantada foi colhida, e apenas 20% da produção foi comercializada.
Neste 1º bimestre de 2011 o feijão apresentou taxa acumulada de -23,32% sendo que no mês de janeiro a queda foi de -19,08% e em fevereiro, de -5,24%.
 
Arroz
O pacote de cinco quilos de arroz, vendido nos supermercados da capital de São Paulo, apresenta queda acentuada de preços desde 28/12/2010, quando foi comercializado a R$ 7,59. Neste ano, seu valor continua em queda, atingindo em 28/02/2011 a cotação de R$ 7,08 com deflação mensal de -4,32%.
Segundo fontes do Cepea, há expectativa de aumento de preço do arroz a partir de março com a entrada da nova safra 2010/2011 no Rio Grande do Sul. Ainda são poucas as indústrias que receberam arroz dessa safra. Os produtores estão atentos às atividades de colheita e ofertam poucos lotes.
No ano de 2011 a taxa acumulada foi de -6,72%, passando de R$ 7,59 em 28/12/2010 para R$ 7,08 em 28/02/2011.
 
Lingüiça
Neste mês a lingüiça apresentou queda de 2,91%, quando passou de R$ 7,90 em 31/01/2011 para R$ 7,67 em 28/02/2011. Em relação ao mesmo mês de 2010, quando era valorada a R$ 6,77, seu preço é elevado, pois corresponde hoje a uma alta da ordem de 13,29%.
Apesar da queda em fevereiro, seu preço ainda está alto. Dois motivos podem ser apontados:
O custo da matéria-prima - as carnes bovinas e suínas- que teve altas extraordinárias em 2010, segundo dados do Índice de Custo de Vida (ICV-Dieese), com taxas no ano passado de 34,70% e 16,57% respectivamente e
Sob o ponto de vista da demanda, esta deve ter aumentado por ser a lingüiça um substituto protéico das carnes. Em fevereiro, seu preço de R$ 7,67 equivalia a 55% e 76% dos valores das carnes de 1ª e de 2ª respectivamente.
Neste ano, a lingüiça acumula variação de -2,17%, quando passou de R$ 7,84 em 28/12/2010 para R$ 7,67 em 28/02/2011.

 
 
 
 
 
17/03/2011
Assessoria de Imprensa/Procon-SP


 
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