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Cesta Básica Janeiro

17/2/2011

Procon-SP constata teve queda de 1,36% na cesta básica

O valor da cesta básica do mês de janeiro apresentou queda de 1,36%, constata pesquisa da Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese. O preço médio no dia 28 de dezembro era R$ 319,11, passou para R$ 314,78 em 31 de janeiro.
 
Dos 22 produtos pesquisados, 6 apresentaram alta, 7 permaneceram estáveis e 9 tiveram deflação superior a -1%. Dos 31 produtos pesquisados, na variação mensal,  16 apresentaram alta, 12 diminuíram de preço e 3 permaneceram estáveis.  
 
O grupo alimentação fechou em  queda de 1,97% , enquanto o grupo de limpeza e higiene pessoal tiveram alta de 1,85% e  1,22% respectivamente.

A variação no ano é de -1,36%( base 28/12/2010) e nos últimos 12 meses, de 11,14% (base de 29/01/2010).O último recorde da Cesta Básica desde o Plano Real foi de R$ 324,24 em 01/12/10.

Maiores e Menores variações de preços
 
Entre as cinco maiores taxas dos produtos que compõem a Cesta Básica, apenas duas são de alimentos – salsicha (4,60%) e farinha de trigo (4,52%) – as 3ª e 4ª taxas mais elevadas são de bens de limpeza doméstica – sabão em barra (2,74%) e água sanitária (2,50%) e a 5ª refere-se a item de higiene – absorvente (2,50%).
 
Os produtos com maiores quedas de preços pertencem ao grupo alimentação, são eles: feijão (-19,08%), batata (-10,76%), frango (-4,52%), cebola (-3,94%) e queijo muzzarela (-3,47%).
 
Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam positivas ou negativas, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta Básica, pois a eles estão associadas às quantidades e os pesos que representam na sua composição.

A queda de -1,36% na Cesta Básica foi resultado da redução dos preços dos alimentos, que contribuíram com -1,63 pontos percentuais no cálculo de sua taxa. Os maiores impactos negativos se deram nos seguintes bens: feijão (-0,68 pp.), carne de 2ª (-0,36 pp.), frango (-0,31 pp.), batata (-0,21 pp.) e arroz (-0,18 pp.), produtos estes que resultaram em uma diminuição no cálculo da taxa da Cesta Básica em -1,74 pp.

Por outro lado, os 5 produtos que contribuíram para agravar a inflação da Cesta Básica foram: carne de 1ª (0,13pp.), sabão em barra (0,09 pp.), farinha de trigo  (0,07 pp.), leite em pó (0,06 pp.) e sabão em pó (0,05 pp.), com contribuição conjunta de 0,40 pp. no cálculo da taxa de janeiro.
 
Análise dos alimentos
 
As maiores altas nos alimentos foram detectadas na salsicha (4,60%) e na farinha de trigo (4,52%) e as menores no feijão (-19,08%), batata (-10,76%), frango (-4,52%), cebola (-3,94%) e queijo muzzarela (-3,47%). Os motivos encontrados que justifiquem tais oscilações são inúmeros, como: problemas climáticos, excesso de demanda, preços das commodities, escassez de oferta e outros.
 
Salsicha
Após dois meses de queda em seu valor, novembro/10 R$ 4,17 e dez/10 R$ 4,13, sua cotação volta a subir em 31/01/2011 para R$ 4,32, com taxa mensal de 4,60%.
 
Ao se comparar o preço de janeiro de 2010, R$ 3,75, com o deste ano, R$ 4,32, verifica-se variação percentual de 15,20%. Por ser um produto substituto da carne, este aumento, provavelmente, reflete em parte o valor elevado da carne bovina, que neste período, subiu em torno de 30%.
 
Portanto, deduz-se que esteja ocorrendo uma pressão de demanda na salsicha, em substituição a carne bovina, que apresenta preço muito elevado.
 
Farinha de Trigo
Após três meses com preço relativamente estável, outubro e novembro de 2010, a R$ 1,56 e dezembro R$ 1,55, neste ano a farinha de trigo foi cotada em 31/01/2011 a R$ 1,62, com alta mensal de 4,52%. Em relação a janeiro de 2010, quando o quilo foi comercializado a R$ 1,42, o aumento atinge 14,08%. Esta alta tem origem nos valores  internacionais do trigo.
 
A área cultivada na safra 2010/11 ficou 11,5% menor que a anterior, 2009/2010. Porém, a sua produção aumentou em 17% devido ao clima favorável, na maioria dos estágios de desenvolvimento do trigo. Segundo a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, apesar da alta verificada nos supermercados o produtor agrícola está encontrando dificuldade de comercializar o seu produto.
 
Cabe salientar que a instabilidade política no Norte da África ajudou a elevar as cotações do trigo nas bolsas americanas. Analistas ouvidos pela Bloomberg disseram que o armazenamento de produtos agrícolas, incluindo trigo e arroz, será intensificado com os conflitos na Tunísia e no Egito. "A Jordânia deve comprar 200 mil toneladas de trigo e cevada. Iraque, Líbano, Marrocos e Qatar também tendem a aumentar suas aquisições”, disse um analista à agência.
 
Feijão carioquinha
 
O preço médio do quilo do feijão carioquinha em 31 de janeiro de 2011,  R$ 2,29, foi o menor da série desde 31 de março de 2010, quando foi comercializado por R$ 2,10. Desde este dia, seu preço subiu e desceu atingindo o pico em 29 de outubro de 2010, R$ 3,98. Nestes últimos três meses, seu valor caiu acentuadamente com deflação de -42,46%.
 
A causa desta queda de preço é apontada pelo Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão) como resultado de um aumento de produção devido aos preços altos praticados na época do plantio.
 
Na região de Pitanga, no Paraná, houve distribuição de feijão pelos agricultores em protesto contra a queda de seu preço. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) se comprometeu a pagar o preço mínimo de R$ 80,00, mas não garante a compra de toda a produção excedente.
No mercado atacadista de São Paulo os preços do feijão na última semana de janeiro estão em baixa, apesar de ter recebido novos lotes do produto, porém com aspecto ruim, não atraindo o mercado consumidor.
 
Batata
 
O preço da batata em 31/01/2011 de R$ 1,41, é o menor desde 31/08/2010, quando foi vendido por este mesmo valor. Em relação ao de 28/12/2010, R$ 1,58, sua cotação caiu em -10,76%.
 
A 1ª safra da batata, de dezembro a março, apresentou aumento tanto na produção (17%) como na área plantada (14%), tendo como resultado excesso de oferta do produto. No Paraná, que é o 2º estado maior produtor de batata, devido a ausência de compradores, 30% da área cultivada ainda não foi colhida.
 
Dado este excesso de oferta de batata espera-se pelo menos estabilidade em seu valor no próximo mês.
 
Frango
 
O mercado de aves, normalmente, inicia o ano com queda em seus valores, por conta do recuo da demanda, que é típica neste período segundo pesquisadores do Cepea.

Assim, esta queda, também, foi detectada na pesquisa da Cesta Básica, quando seu preço passou de R$ 4,42 (28/12/2010) para R$ 4,22 (31/01/2011), com diminuição de -4,52%.
 
Apesar desta baixa, seu valor está elevado para um início de ano, sendo 28,27% maior que em igual mês de 2010, R$ 3,29. Este alto preço ainda deve se sustentar devido ao aquecimento das demandas domésticas e internacionais.
 
Cabe salientar que a oferta interna do frango cresceu 15% em 2010 em relação a 2011. O aquecimento na demanda interna pelo produto tem como origem o crescimento da economia brasileira, que resultou em aumento da renda e do consumo.

Segundo o Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a recuperação da economia internacional, também tem elevado a demanda por frango, refletida no crescimento das exportações e na alta dos preços pagos por tonelada do produto.

Cebola
 
A cotação da cebola em 31/01/2011, R$ 1,22 foi menor que a observada em 28/12/2010 R$ 1,27, em -3,94%.
 
O excesso de oferta decorre de incremento da área plantada e aumento em sua produtividade, fenômeno este ocorrido de forma generalizada em todo o país. Os agricultores estão reclamando com o preço pago aos produtores.
 
Cabe salientar que em 2009, os agricultores de um modo geral tiveram lucros extraordinários, que de certa forma, compensaram as perdas verificadas a partir de setembro de 2010, quando a cebola foi cotada a valores inferiores ao seu custo de produção.
 
Queijo Muzzarela
 
Após altas acentuadas de setembro a novembro de 2010, em 28 de dezembro de 2010, R$ 17,29, seu preço apresenta comportamento declinante atingindo 31/01/2011 o valor de R$ 16,69, com variação negativa de -3,47%.
 
Apesar das quedas dos dois últimos meses, seu preço está 31,21% superior ao praticado em 29/01/2010. O motivo que pode ser encontrado é o crescimento da demanda devido ao aumento de renda familiar.
 
Variações de valores dos produtos de limpeza e higiene
 
O grupo limpeza aumentou de valor em 31 de janeiro de 2011, quando passou a ser comercializado a R$ 30,77, superior ao de 28 de dezembro de 2010, R$ 30,21, em 1,85%. Dentre os seus itens três acusaram alta: sabão em barra (2,74%), água sanitária (2,50%) e sabão em pó (1,18%); o detergente não modificou seu preço R$ 0,85.

Em relação aos valores praticados em 29/01/2010, as maiores altas foram detectadas no detergente com taxa de 6,25% e água sanitária com variação de 6,22%.
 
Quanto ao grupo de higiene (1,22%), este apresentou em janeiro de 2011 maiores variações nos produtos: absorvente (2,50%), desodorante (1,79%), sabonete (1,59%) e papel higiênico (1,04%). O creme dental não alterou seu preço de R$ 1,21.
 
Em relação aos valores praticados em 29/01/2010, dentre os bens de higiene as maiores altas foram no papel higiênico (12,07%) e absorvente (6,22%).
 
 
Variação do Valor da Cesta Básica
 
Gráficos da Pesquisa

 
17/02/2011
Assessoria de imprensa/Procon-SP




 
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