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Pesquisa de juros bancários

14/2/2011

Juros bancários apresentam elevação, revela Procon-SP

A pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial do Procon-SP apresentou leve alta em relação ao mês anterior. Dos sete bancos da amostra, cinco elevaram suas taxas no cheque especial. No empréstimo pessoal, dois bancos elevaram as taxas.
 
Após meses de relativa estabilidade, verificada desde o final do ano passado, especialmente no último trimestre, as taxas de juros voltaram a subir. Destaque para a modalidade cheque especial que, em pontos percentuais, apresentou a maior variação positiva desde julho do ano passado (quando também apresentou aumento de 0,16 p.p. em relação ao mês anterior).
 
No empréstimo pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,39% a.m., superior a do mês anterior que foi de 5,34% a.m., o que significa um acréscimo de 0,05 ponto percentual.
 
As altas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram:

Itaú – alterou de 6,02% para 6,30% a.m., o que significa um acréscimo de 0,28 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,65% em relação à taxa de janeiro;
Bradesco – alterou de 6,00% para 6,04% a.m., o que significa um acréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,67% em relação à taxa de janeiro;
 
No cheque especial a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,29% a.m., superior a do mês anterior que foi de 9,13% a.m., o que significa um acréscimo de 0,16 ponto percentual.
 
As altas verificadas nas taxas de cheque especial foram:

Bradesco – alterou de 8,45% para 8,79% a.m., o que significa um acréscimo de 0,34 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,02% em relação à taxa de janeiro;
Santander – alterou de 9,66% para 9,96% a.m., o que significa um acréscimo de 0,30 ponto percentual, representando uma variação positiva de 3,11% em relação à taxa de janeiro;
HSBC – alterou de 9,55% para 9,80% a.m., o que significa um acréscimo de 0,25 ponto percentual, representando uma variação positiva de 2,62% em relação à taxa de janeiro;
Banco do Brasil – alterou de 8,05% para 8,15% a.m., o que significa um acréscimo de 0,10 ponto percentual, representando uma variação positiva de 1,24% em relação à taxa de janeiro;
Itaú – alterou de 8,75% para 8,85% a.m., o que significa um acréscimo de 0,10 ponto percentual, representando uma variação positiva de 1,14% em relação à taxa de janeiro.
 
O orçamento do consumidor continua sofrendo reflexos dos gastos do final do ano e dos compromissos e impostos que vem se apresentando desde janeiro. As taxas de juros voltam a subir e é aconselhável que o consumidor evite qualquer modalidade de crédito. Caso haja débitos pendentes no cartão de crédito ou utilização do limite do cheque especial, comuns nesta época do ano, talvez a melhor saída seja contratar uma linha de crédito mais barata (com taxa de juro mais baixa) e priorizar o pagamento das dívidas.
 
O levantamento, feito por técnicos da Fundação Procon-SP no dia 02 de fevereiro, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
 
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
 
Na primeira reunião deste ano do COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central (ocorrida nos dias 18 e 19 de janeiro), as autoridades monetárias decidiram elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 10,75% para 11,25% ao ano (voltando ao mesmo patamar de março de 2009). As medidas para conter o crédito, anunciadas em dezembro, já começaram a desenhar um novo panorama para as taxas de juros (principalmente dos financiamentos). O impacto da elevação da taxa Selic, por sua vez, também foi sentido pelo mercado financeiro, produzindo elevação das taxas de juros no crédito pessoal.
 
A piora do cenário inflacionário, negativamente influenciado pela dinâmica dos preços dos alimentos, motivou a decisão do COPOM. A demanda doméstica continua robusta, ainda em função dos estímulos pós-crise, com o crescimento da renda e a expansão do crédito. A velocidade de expansão da demanda não é acompanhada pela oferta. Esse descompasso é visto pelo Banco Central como um risco a ser considerado.
 
 
Anexo
 
 
14/02/2011
Assessoria de imprensa/Procon-SP


 
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