Seu navegador não suporta scripts. Por favor, acesse este site utilizando outro navegador de sua preferência.

Portal do Governo do Estado de São Paulo

Fundação PROCON SP

Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor

Enviar por email Imprimir notícia


Juros Bancários

14/1/2011

Procon-SP constata leve alta nas taxas médias de juros bancários

A pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial do Procon-SP apresentou leve alta em relação a dezembro.
 
Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,34% a.m., superior a do mês anterior que foi de 5,27% a.m., o que significa um acréscimo de 0,07 ponto percentual.
A única alteração foi promovida pelo Bradesco, que elevou a taxa de empréstimo pessoal de 5,50% para 6,00% a.m., o que significa um acréscimo de 0,50 ponto percentual, representando uma variação positiva de 9,09% em relação à taxa de dezembro/10.
 
Cheque Especial – a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,13% a.m., superior a do mês anterior que foi de 9,12% a.m., o que significa um acréscimo de 0,01 ponto percentual.
A única alteração foi promovida pelo Bradesco, que aumentou a taxa do cheque especial de 8,40% para 8,45% a.m., o que significa um acréscimo de 0,05 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,60% em relação à taxa de dezembro/10.
 
O levantamento, feito em 7 de janeiro, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
 
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
 
Dando prosseguimento ao comportamento de estabilidade das taxas de juros verificado no ano passado – especialmente no último trimestre – os bancos pesquisados praticamente não alteraram suas taxas neste início de ano. A expectativa do mercado, no entanto, é que esse cenário mude.  
Preocupado com o ritmo de crescimento do consumo e seu impacto nos rumos da inflação, o Banco Central anunciou no final do ano passado algumas medidas para frear a expansão do crédito, entre as quais o aumento da alíquota do recolhimento compulsório dos bancos sobre os depósitos à vista e a prazo, além da imposição de limites para a concessão de empréstimos ao consumo de longo prazo. Essas medidas já prenunciavam uma possível retomada do ciclo de aperto monetário para este ano, o que sugere uma perspectiva de elevação da taxa básica da economia já a partir da reunião de janeiro do COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, agendada para os dias 18 e 19. A taxa básica de juros está em 10,75% desde a reunião de julho de 2010.
Com exigências maiores para emprestar, os bancos poderão repassar o aumento de custos para o consumidor, que terá de encarar taxas de juros mais altas e prazos menores de financiamento.
 
O início de ano é um período sazonalmente marcado pelo aperto no orçamento das famílias brasileiras. Passadas as festas de final de ano, o consumidor se vê diante das faturas do cartão de crédito, além de despesas com IPVA, IPTU, matrículas, material escolar, entre outras. É preciso ter cautela ao contratar empréstimos para fazer frente a essas despesas, evitando recorrer ao limite do cheque especial, que detém uma das taxas mais altas do mercado. Se o empréstimo for realmente necessário, o consumidor deve pesquisar as modalidades de crédito mais baratas e priorizar sempre o pagamento das dívidas, antes de ceder a eventual impulso consumista.
 
Anexo
 
14/1/2011
Assessoria de imprensa
Procon-SP


 
Para orientações e denúncias ligue para 151. O horário de funcionamento é de segunda à sexta das 8h às 17h.
Fundação Procon - SP - Todos os direitos reservados