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Portal do Governo do Estado de São Paulo

Fundação PROCON SP

Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor

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Cesta Básica Anual

13/1/2011

Procon-SP constata alta de 13,24

Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese, constatou que em 2010 a Cesta Básica apresentou alta de 13,24%. O preço médio que em 29/12/2009 era R$ 281,79, passou para R$ 319,11 em 28/12/2010.
 
A pesquisa que abrange 31 produtos (desagregados em marcas, perfazendo um total de 68 itens), em 70 supermercados da cidade de São Paulo, constatou que O grupo alimentação (16,81%) foi o único com variação positiva, os demais apresentaram comportamento deflacionário: limpeza (-1,24%) e higiene (-0,90%).
Como a alimentação pesa 80,08%, na composição desta cesta, um aumento de 16,81% em seu valor resulta em uma contribuição positiva de 13,46 pontos percentuais (pp.) no cálculo da taxa de 2010.
A limpeza com deflação e peso de 10,86% resultou em uma contribuição negativa no cálculo da taxa da Cesta Básica de -0,13 pp., o mesmo ocorreu com o grupo da higiene cujo peso de 9,07% e deflação em seu valor apresentou impacto de -0,08 pp. na variação desta cesta.
 
Tabela do Custo Médio da Cesta Básica
Por grupo: valores, variações, pesos e contribuições em 2010

Custo Médio em R$
Variação
Em 2010
Pesos
Contribuição
Cesta Básica
28/12/2010
29/12/2009
(%)
(%)
(pp.)
Valor Total
319,11
281,79
13,24
100,00
13,24
1. Alimentação
263,58
225,65
16,81
80,08
13,46
2. Limpeza
30,21
30,59
-1,24
10,86
-0,13
3. Higiene
25,32
25,55
-0,90
9,07
-0,08

Maiores e Menores variações de preços
A maioria dos produtos de alimentação apresentou taxa positiva, ou seja, dos 22 apenas 4 acusaram deflação em seus valores. Aqueles com maiores taxas foram: feijão (57,22%), carne de 1ª (36,94%), alho (34,89%), queijo muzzarela (33,41%) e carne de 2ª (32,88%). Os alimentos com taxas negativas foram: cebola (-47,74%), batata (-29,15%) e margarina (-5,05%).

No grupo limpeza (-1,24%) foi o sabão em barra (-5,19%) que acusou maior deflação e na higiene (-0,90%) a queda mais acentuada foi no desodorante (-2,62%).
 
Maiores e Menores Taxas na Cesta Básica – no ano 2010
 
Maiores Taxas
(%)
Menores Taxas
(%)
Feijão Carioquinha
57,22
Cebola
-47,74
Carne de 1ª
36,94
Batata
-29,15
Alho
34,89
Sabão em Barra
-5,19
Queijo Muzzarela
33,41
Margarina
-5,05
Carne de 2ª
32,88
Desodorante Spray
-2,62
                     
Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam positivas ou negativas, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta Básica, pois a eles estão associadas às quantidades e os pesos que representam na sua composição.

Para uma alta de 13,24% na Cesta Básica, os maiores impactos positivos em seu cálculo tiveram origem nas carnes de 1ª (4,36 pp.) e de 2ª (3,73 pp.), que isoladamente contribuíram com 8,09 pp. no cálculo de sua variação. Outros aumentos apresentaram contribuições significativas como: frango (1,76 pp.), feijão (1,46 pp.) e açúcar (0,99 pp.) que agravaram a taxa da cesta em 4,21 pp..
Contribuições negativas foram observadas nos produtos: batata (-0,92 pp.), cebola (-0,41 pp.), sabão em barra (-0,21 pp.), margarina (-0,07 pp.) e desodorante        (-0,04 pp.) que diminuíram o cálculo da taxa da cesta básica em -1,65 pp..
 
Maiores e Menores Contribuições na Cesta Básica – em 2010
 
Maiores Contribuições
(pp.)
Menores Contribuições
(pp.)
Carne de 1ª
4,36
Batata
-0,92
Carne de 2ª
3,73
Cebola
-0,41
Frango Resfriado
1,76
Sabão em Barra
-0,21
Feijão Carioquinha
1,46
Margarina
-0,07
Açúcar Refinado
0,99
Desodorante Spray
-0,04
         
Grupo Alimentação
A análise do comportamento dos preços dos alimentos ao longo de 2010 obedecerá à ordem dos produtos que compõem a tabela anual.
Arroz
No início de 2010, o arroz ficou mais caro que o praticado ao final de 2009, passando de R$ 7,36 em 29/12/2009 para R$ 8,05 em janeiro de 2010, com variação em seu preço de 9,38%.

Cabe salientar que apesar dos preços elevados nos quatro primeiros meses do ano, seus valores situaram-se abaixo dos praticados no primeiro quadrimestre de 2009. Os motivos apontados foram: fortes chuvas no Rio Grande do Sul, queda da produção no Mato Grosso devido às restrições ambientais, diminuição na oferta, resultado da quebra de safra e consequente elevação em seu valor.
No quadrimestre seguinte, de maio a agosto, o preço deste produto embora superior aos meses equivalentes de 2009, revela comportamento declinante atingindo no mês de setembro seu menor valor R$ 7,33 (30/09/2010) ao longo de toda a série de preços de 2010.
Por esta ocasião diferentes analistas apontaram a insatisfação dos produtores com o preço no atacado do arroz; que em setembro, em seus 21 dias úteis, 12 foram considerados mercado fraco, 1 foi classificado como estável e 8 com desempenho firme. Os agricultores alegam que os valores pagos não cobrem seus custos de produção.
Nestes dois meses seguintes seu valor sobe, em outubro e novembro atingindo R$ 7,70 (30/11/2010) e em dezembro cai para R$ 7,59.
No ano a taxa acumulada é de 3,13%.
Feijão Carioquinha
O preço do feijão tem forte volatilidade, devido ao seu ciclo de produção ser de apenas três meses. Os especuladores são os grandes responsáveis por esta oscilação, pois o produtor de feijão conhece seu ciclo e não altera significantemente a área plantada. A observação da série comprova este comportamento instável, seu valor de mercado acusa forte volatilidade.

Assim, no início de 2010, de janeiro a março, seus valores ficaram abaixo daqueles comercializados em igual período de 2009. Em março, com o início da safra e o feijão de melhor qualidade seu preço se eleva, em 25,0%, passando de R$ 1,68 (26/02/2010) em fevereiro para R$ 2,10 (31/03/2010).  
Somente a partir de abril o feijão passa a ser ofertado acima dos valores praticados no ano anterior. De abril a maio seus preços continuam em alta, passando de R$ 2,10 (31/03/2010) para R$ 3,44 (31/05/2010), com variação extraordinária de 63,81%.
Nos três meses seguintes, de junho a agosto, o feijão volta a cair sua cotação, indo de R$ 3,44 em maio para R$ 2,81 em agosto (31/08/2010), com taxa negativa de -18,31%.

Apesar da forte queda seu preço permanece superior ao praticado em igual período de 2009. Por esta ocasião a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento finalizou a estimativa de plantio e produção do feijão das águas da safra 2010/11, apontando uma tendência de crescimento tanto da área plantada (4,3%) como da produção (14,3%), se forem mantidas as boas condições climáticas.
Após três meses de queda, o preço do feijão sobe novamente, atingindo no dia 29/10/2010 a cifra de R$ 3,98, quando apontou ser o mais elevado da série de 2010. Segundo artigo do Diário do Comércio & Indústria, as más condições climáticas ocorridas no Paraná, principal produtor da primeira safra de feijão a ser colhida em novembro e dezembro, já refletem nos preços praticados nestes dois meses.
As extraordinárias altas no feijão, em setembro (28,83%) e outubro (9,94%) nos meses que se seguiram novembro (R$ 3,63) e dezembro (R$ 2,83), seus valores apontam quedas acentuadas com diminuição no bimestre da ordem de -28,89%.
Cabe salientar que apesar da baixa de preço, seus valores ainda continuaram extremamente elevados, quando confrontados com os de 2009. Em 2010, a taxa de variação deste produto foi de 57,22%.
Açúcar Refinado
A observação, da série de preços do açúcar, ao longo de 2010 revela valores sistematicamente acima aos praticados em 2009. Visualizam-se também, três momentos distintos de oscilações de valores: alta no período de janeiro e fevereiro, queda de março até agosto e acentuado aumento de setembro até o final do ano com taxa de 22,26%.
Em janeiro de 2010 o açúcar no atacado aumentou 20,62%, segundo dados do Cepea. Alta esta refletida no varejo, quando foi comercializado com os seguintes preços: janeiro R$ 9,87 e fevereiro R$ 11,26. De março, R$ 11,25, até agosto, R$ 8,17, seu preço cai em -27,44%, queda esta resultado da baixa na cotação deste produto no atacado, notadamente, em: abril (-8,51%), maio (-31,26%) e junho (-7,67%).
Novamente foi detectada alta no atacado de 11,12%, em agosto, que já se fez refletir no restante da série de preços no varejo, quando passou de R$ 8,17 em agosto para R$ 10,60 em dezembro, com variação da ordem de 29,74%.
Os motivos apontados desta alta, no preço do açúcar, são: crescimento da demanda internacional em especial da China; redução da safra da cana, no Brasil e elevação nos preços internacionais das commodities, observada na bolsa de Chicago
Café em Pó
Os preços do café, praticados nos supermercados da capital em 2010 foram relativamente semelhantes aos de 2009. Com pequenas oscilações em seus valores, refletindo de certa forma grande estabilidade.
O menor valor comercializado em 2010 foi observado em 31/08/2010 quando foi vendido a R$ 4,03 e a maior cotação foi notada em 29/01/2010 a R$ 4,21, com diferença percentual de apenas 4,47%.
Esta forte estabilidade pode ser atribuída à queda da cotação do dólar, que reduz a competitividade no mercado internacional, refletindo de certa forma no preço do mercado doméstico. Sendo assim, sua taxa de variação em 2010 foi de apenas -0,95%, quando passou de R$ 4,19 (29/12/2009) para R$ 4,15 (28/12/2010)
Farinha de Trigo
Nota-se ao analisar a série de preços do trigo em 2010, dois períodos de comportamentos distintos, o primeiro vai de janeiro a julho, com queda em seu valor de -10,88% e o segundo, do mês de agosto, quando sua cotação sobe acentuadamente, atingindo novembro com valor de R$ 1,56, o que corresponde a uma alta da ordem de 19,08%. Em dezembro observa-se ligeira queda de -0,64%.
Analistas do agronegócio apresentaram preocupação com o preço do trigo, devido à alta no mercado internacional, a partir de julho. O motivo apontado é a diminuição na sua oferta decorrente da quebra de safra na Rússia, Canadá e Austrália consequência da seca devastadora, que prejudicou muito a colheita do trigo.
Nota-se também, diminuição no ritmo de seu reajuste nos últimos meses, que pode ser atribuída à entrada da safra nacional, em meados de outubro, no Rio Grande do Sul. No mercado internacional observa-se queda nas cotações das bolsas norte-americanas e um comportamento oscilante nas demais bolsas de mercadoria.
Neste ano a taxa acumulada em 2010 foi de 5,44%, quando seu valor passou de R$ 1,47 (29/12/2009) para R$ 1,55 (28/12/2010).
Farinha de Mandioca
A farinha de mandioca é um produto tipicamente brasileiro, comercializado apenas no mercado interno e produzido de forma generalizada em todo o país. Portanto, esta mercadoria não sofre interferência dos preços internacionais e seus valores são estipulados pelas condições de oferta e demanda do mercado consumidor brasileiro.   
Neste ano de 2010, sua cotação ficou sistematicamente superior aos valores praticados em 2009, e sua taxa de aumento foi de 11,56%, passando de R$ 1,47 (29/12/2009) para R$ 1,64 (28/12/2010).
Batata
Ao se confrontar as séries de preços de 2010 e de 2009, verifica-se que os preços da batata, no 1º semestre deste ano, situaram-se acima dos praticados no ano anterior e a partir do 2º o comportamento inverte, quando os preços ultrapassam aqueles realizados em igual período de 2009.
No início do ano, intensas chuvas, aumento da umidade e forte calor nas regiões sul e sudeste, onde se concentra a produção de batatas, resultou em maior incidência de doenças nas plantações, quebra de safra, seguido de diminuição da oferta e consequentemente alta em seu preço, que perdurou nos quatro meses de janeiro até abril, com taxa neste quadrimestre de 64,57%.
A partir de maio, com a entrada de uma safra favorável, até agosto verifica-se forte queda no preço da batata, da ordem de -61,58%, quando passou de R$ 3,67 em abril (30/04/2010) para R$ 1,41 em agosto (31/08/2010).
Esta queda de certa forma já era esperada, dada a maior oferta em agosto da batata oriunda da colheita de Vargem Grande do Sul (SP) e da antecipação da safra de inverno do sul de Minas.
O problema da batata é tipicamente sazonal, a partir de setembro com o fim da safra e em novembro com chuvas prejudiciais à colheita, sua oferta ficou limitada e teve como consequência elevação de seu valor de venda.
O preço da batata passou de R$ 1,41 em agosto (31/08/2010) para R$ 1,68 em novembro (30/11/2010), com alta de 19,15%. Apesar desta elevação em seu preço, no acumulado de 2010 apresenta deflação de -29,15%, passando de R$ 2,23 (29/12/2009) para R$ 1,58 (28/12/2010).
Cebola
O comportamento do preço da cebola é tipicamente sazonal, com altas e baixas ao longo da série de 2010.
No 1º bimestre de 2010, a cebola foi prejudicada pelo mau tempo, com sua produção aquém da esperada e a má qualidade do bulbo. Este problema resultou em importação do produto da Holanda, Espanha e Argentina, de melhor qualidade, tendo como consequência excesso de oferta e queda em seu preço.
Porém, a oferta da cebola importada foi insuficiente para atender a demanda, apresentando nos próximos meses, de março a maio, aumento em seu valor de venda, que passou de R$ 2,27 (26/02/2010) para R$ 3,06 (31/05/2010), com reajuste de 34,80%.
Desde o início de junho até outubro, o valor da cebola caiu sistematicamente, devido ao aumento da oferta no mercado, consequência da sua boa colheita. O preço de venda ao produtor tem ficado abaixo de seu custo de produção, resultando em prejuízo ao agricultor.
A observação das séries de preços da cebola nestes dois anos aponta que até agosto os preços praticados nos supermercados da capital em 2010 foram superiores aos do mesmo período em 2009. Porém, a partir de setembro até dezembro este comportamento inverte, com a cebola cotada a preços inferiores aos praticados nestes meses de 2009.
Neste ano a cebola apresentou deflação de -47,74%, passando de R$ 2,43 (29/12/2009) para R$ 1,27 (28/12/2010).
Alho
Os preços do alho em 2010 ficaram muito superiores aos praticados em 2009 ao longo dos 12 meses analisados. Observam-se algumas altas e quedas, porém, nitidamente há uma tendência de aumento em seus valores.
Cabe salientar que, segundo o Instituto de Economia Agrícola, o consumo do alho no Brasil é de 210 mil toneladas, e a produção interna é em torno de 38% da demanda, sendo grande parte do produto importado (62%) da China e Argentina. Seu preço é afetado pela taxa de câmbio e por sua cotação internacional.
Esta alta se deve à concorrência com o alho chinês, que aumentou sua cotação devido à diminuição de sua produção, decorrente não só de complicações climáticas como da substituição desta cultura por outras mais lucrativas. Apesar desta quebra agrícola, a China ainda detém ¾ do fornecimento internacional do alho.
O ritmo dos reajustes é mais intenso nos sete primeiros meses do ano, quando passa de R$ 10,92 (29/12/2009) para R$ 14,74 (30/07/2010) com taxa de aumento de 34,98%. A partir de agosto seus valores situam-se em um patamar em torno de R$ 15,50, com alta até novembro 5,16%. Em dezembro seu preço cai para R$ 14,73, e acumula, no ano, taxa de 34,89%
Ovos Brancos
Os preços dos ovos, in-natura, ao longo do ano, sofrem variações devido aos seus ciclos de produção, que são afetados por questões climáticas, alterando sua oferta no mercado consumidor.
O gráfico a seguir mostra que os valores comercializados nos 7 primeiros meses de 2010, situaram-se abaixo daqueles praticados em igual período de 2009. Nos últimos cinco meses de agosto a dezembro, sua cotação fica em um patamar superior ao verificado no ano anterior. O maior preço da série em 2010 foi de R$ 2,97 (30/06/2010) e o menor de R$ 2,55 (29/01/2010) com diferença de 16,47%.
Neste ano a taxa acumulada foi de 6,25%, quando passou de R$ 2,72 (29/12/2009) para R$ 2,89 (28/12/2010).
Margarina
Os insumos da margarina são oriundos, principalmente, da soja e do milho. Portanto, oscilações no preço internacional destas commodities, afetam o valor deste produto no mercado interno. Porém, as altas e baixas em suas cotações são fortemente influenciadas pela variação da demanda interna.
Apesar de algumas oscilações em seus valores ao longo de 2010, sua taxa de reajuste anual foi pequena, quando seu valor passou de R$ 0,99 (29/12/2009) para R$ 0,94 (28/12/2010) com deflação de -5,05%.
Extrato de Tomate
Nota-se, por ser um produto industrializado, o extrato de tomate não foi influenciado pelas fortes sazonalidades do tomate in-natura que subiu no 1º trimestre de 2010, 61,79% e nos demais meses deste ano teve um comportamento de queda, acumulando em 2010, variação negativa de -15,24% (Índice do Custo de Vida – ICV – Dieese)
A observação das séries de valores de 2009 e 2010 permite afirmar que a variação de preço deste produto acusou comportamento bastante estável.
Na Cesta Básica, neste ano de 2010, a taxa do extrato de tomate apresentou ligeira variação da ordem 3,61%, comportamento este bem distinto, em relação ao seu insumo básico, que é o tomate in-natura.
Óleo de Soja
A alta nos últimos cinco meses de 2010 de 23,58% do óleo de soja representa certa recuperação de valor, pois nos primeiros sete meses de 2010 seus preços sempre foram inferiores aos praticados em 2009, nos meses correspondentes. Estes aumentos tiveram origem nos preços internacionais, nas demandas externas e internas, que sustentaram as cotações em alta da soja no Brasil, favorecendo a ampliação da sua área cultivada.
A menor cotação foi de R$ 2,06 (31/05/2010) e a maior R$ 2,62 (28/12/2010), com diferença percentual de 27,18%. No acumulado de 2010 o seu preço subiu 10,55%, quando passou de R$ 2,37 (29/12/2009) para R$ 2,62 (28/12/2010).
Leite em Pó Integral
A série de preço do leite em pó em 2010 se manteve sistematicamente superior à do ano de 2009.
Observa-se que nos dois primeiros meses de 2010 seu preço cai, vindo a subir a partir de março até junho passando de R$ 5,01 (26/02/2010), para R$ 5,51 (30/06/2010), com variação de 9,98%.
Nos meses que se seguiram notam-se quedas sistemáticas atingindo em 30/09/2010 o valor de R$ 5,15, com diminuição nestes três meses de -6,53%. A seguir seu preço se eleva em outubro e novembro com variação da ordem de 3,88%.
Como se trata de um produto industrializado, as suas altas e baixas são amenizadas em relação à sazonalidade do leite in-natura, e suas alterações são fortemente afetadas pelas forças do mercado interno.
Neste ano seu valor passou de R$ 5,11 (29/12/2009) para R$ 5,32 (28/12/2010), com taxa acumulada de 4,11%.
Macarrão com Ovos
A série de preços do macarrão em 2010 se situa inferior a de 2009 até o mês de setembro, quando o produto passa a ser comercializado com valores superiores a igual período do ano anterior.
Analistas do agronegócio apresentaram preocupação com o preço do trigo, devido à alta no mercado internacional, a partir de julho. Porém, a cotação do trigo no Brasil tem respondido lentamente a estes aumentos devido ao grande estoque regulador de mercado.
Quanto as suas oscilações de preços verificam-se maiores reajustes a partir de agosto até o final do ano. Alta esta, em parte, oriunda do aumento na cotação do trigo no mercado internacional.
O preço do macarrão em 29/12/2009 era de R$ 1,44 e neste último dia de 2010 foi cotado a R$ 1,46, com variação de apenas 1,39%.
Biscoito Maizena
O preço do biscoito maisena, ao longo de 2010, apresentou valores equivalentes aos praticados em 2009. Chama atenção que os seus reajustes são bastante semelhantes aos verificados no macarrão, com alguma alta a partir de agosto, refletindo em parte o aumento do trigo no mercado de commodities.
Seus preços oscilaram ao longo de 2010, com cotações que foram de R$ 1,09 (31/03/2010) até R$ 1,24 (28/12/2010), com diferença percentual de 13,76%. Muitas destas variações podem ser atribuídas ao aumento da demanda de consumo interna.
Em 2010, o preço do biscoito passou de R$ 1,15 (29/12/2009) para R$ 1,24 (28/12/2010) com taxa positiva de 7,83%.
Carne de 1ª e 2ª
As carnes de 1ª e 2ª são analisadas conjuntamente, pois o comportamento de seus preços tem a mesma procedência, ou seja, o valor da comercialização no atacado. As pequenas diferenças entre as taxas, das carnes de 1ª e 2ª, são originárias das demandas dos consumidores.  
Observando-se as séries de preço de 2010, tanto da carne de 1ª como da de 2ª, constatam-se taxas crescentes, porém com algumas oscilações em seus valores. Chama atenção que o ritmo de reajuste aumenta a partir do segundo semestre.
No 1º semestre, quando normalmente o preço da carne cai, neste ano seu comportamento foi inverso. Uma das razões apontadas foi o excesso de chuva, que favoreceu a manutenção do boi nos pastos, para forçar uma melhor cotação do produto no mercado consumidor.
Os motivos dos aumentos no 2º semestre foram detectados nas pesquisas do Cepea-Esalq/USP, que apontaram baixa oferta de boi gordo e diminuição de seu abate. Isto resultou em alta nas cotações dos cortes bovinos e de sua arroba, já a partir da última semana de julho. Mostraram também, uma tendência de negociação da carne com pagamentos à vista e não a prazo. Indicaram ainda, que já se observa diminuição da demanda, por parte dos consumidores, devido aos preços elevados.
A observação das séries de preços, das carnes de 1ª e de 2ª, revela que seus ritmos de reajustes são distintos. Ambas as carnes alteraram significativamente seus valores, neste ano de 2010, a de 1ª passou de R$ 11,10 (29/12/2009) para R$ 15,20 (28/12/2010) e a de 2ª alterou de R$ 8,00 (29/12/2009) para R$ 10,63 (28/12/2010), com as respectivas taxas de variações: 36,94% e 32,88%.
Frango Resfriado Inteiro
O preço do frango ao longo de 2010 apresentou um comportamento crescente. Porém, ao se confrontar as séries de valores de 2010 e 2009, constata-se que até agosto sua cotação era inferior à observada em igual período do ano anterior, ou seja, seu preço estava baixo.
Assim, no 1º semestre de 2010, seus valores indicaram alternâncias, com altas e quedas, porém mantendo preços baixos. Estas pequenas oscilações do produto foram resultado da ampla oferta da carne de frango aliada à diminuição na remuneração das exportações, consequência da redução na cotação do dólar.
Já a alta ocorrida no 2º semestre de 2010, foi atribuída pelo Cepea não só ao aquecimento da demanda interna, como também, a uma reação ao preço muito baixo que estava sendo comercializada a carne de frango no atacado desde o início de 2010, resultando em aumento em seu valor.
Cabe ressaltar também que o insumo básico na criação do frango é a ração, esta por sua vez teve aumento de preço devido às altas ocorridas, nos últimos meses, tanto no milho como na soja, vindo a refletir na cotação ao consumidor da carne do frango.
Mais uma razão a ser apontada, é o frango ser o substituto natural da carne bovina, que sofreu aumentos consideráveis neste 2º semestre de 2010, tendo como resultado elevação de sua demanda.
No 1º semestre observou-se deflação de seu preço quando passou de R$ 3,43 (29/12/2009) para R$ 3,19 (30/06/2010) com queda de -7,00%. Nestes seis últimos meses seu reajuste foi acentuado da ordem de 38,56%.
Devido à queda ocorrida no 1º semestre e a alta no 2º, sua valorização em 2010 foi da ordem de 28,86%, passando de R$ 3,43 (29/12/2009) para R$ 4,42 (28/12/2010).
Salsicha Avulsa
A observação de ambas as séries de preços de 2010 e 2009 da salsicha aponta uma alternância de valores, com altas e baixas, na cotação do mercado varejista, que provavelmente, tem como origem questões de demanda oriundas de variações de valores tanto da carne bovina como da carne de frango, do qual ela é o substituto proteico mais próximo.
Observando-se os preços praticados em 2010, verifica-se que o maior foi de     R$ 4,40 (29/10/2010) e o menor R$ 3,75 (29/01/2010) com diferença da ordem de 17,33%.
Apesar de todas as oscilações no decorrer do ano, o seu preço de R$ 4,13 em dezembro de 2010 foi idêntico ao praticado no último dia de 2009.
Linguiça Fresca
A linguiça cotada na Cesta Básica é do tipo mista, cujos ingredientes são as carnes: bovina e suína. Portanto, altas de preços nestes insumos, repercutem em seu custo de produção, estes apresentaram as seguintes altas em 2010: 34,70% na bovina e 16,57% na suína (Índice do Custo de Vida do Dieese – ICV).
As variações do preço da linguiça nos 9 primeiros meses de 2010 foram relativamente pequenas, quando seu valor passou de R$ 6,63 (29/12/2009) para R$ 6,93 (30/09/2010), acumulando neste período uma taxa de 4,52%. No entanto, neste último trimestre seu valor subiu em 13,13%, repercutindo não só o custo de seus insumos, mas também, o aumento da demanda dos consumidores, em substituição as carnes dado o extraordinário reajuste destas, no 2º semestre de 2010.
Em 2010 a linguiça passou de R$ 6,63 (29/12/2009) para R$ 7,84 (28/12/2010), com alta de 18,25%.
Queijo Mozarela Fatiado
A observação da série dos preços do queijo mozarela revela comportamentos distintos, que podem ser subdivididos em três períodos: de janeiro até maio seu preço passa de R$ 12,72 (29/01/2010) para R$ 15,50 (31/05/2010) com alta acentuada de 21,86%; nos três meses seguintes de junho a agosto seu valor cai em -4,26% e até novembro de 2010, seu valor é crescente com alta de 20,08%.
Os motivos que podem justificar este comportamento vêm tanto do problema da oferta reduzida do leite como do aumento da demanda, consequência do crescimento do poder aquisitivo da população de menor renda.
Em dezembro, apesar de sofrer uma pequena queda, sua alta em 2010 foi de 33,41%, quando passou de R$ 12,96 (29/12/2009) para R$ 17,29 (28/12/2010).
Grupo Limpeza

A série do valor do grupo limpeza ao longo de 2010 manteve-se abaixo do verificado em 2009. O custo de comercialização de seus produtos apresentou deflação neste ano de -1,24%. Dos quatro itens que compõem este grupo, dois aumentaram de valor – detergente (7,59%) e água sanitária (5,82%) – e outros dois diminuíram de preços - sabão em barra (-5,19%) e sabão em pó (-0,88%).
Devido ao seu pequeno peso (10,86%) na composição da compra em supermercados, a queda em seu valor resultou em uma contribuição negativa de -0,13 pp. no cálculo da taxa desta cesta básica, contribuição essa oriunda, principalmente, da queda do preço do sabão em barra (-0,21 pp.).
Grupo Higiene

O peso deste grupo na cesta básica é de 9,07%, dada sua variação de -0,90%, resultou em uma contribuição no cálculo da taxa total de -0,08 pp.. Os produtos com maiores quedas foram o desodorante (-2,62%) e papel higiênico (-1,53%), os demais itens de higiene praticamente não alteraram seus preços neste ano de 2010.
 
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13/01/11
Assessoria de Imprensa
Procon-SP


 
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