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Cesta básica de novembro

16/12/2010

Pesquisa do Procon-SP constata alta de 3,79%

O valor da cesta básica do mês de novembro apresentou alta de 3,79%, constata pesquisa da Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese. O preço médio no dia 29 de outubro era R$ 311,94, passou para R$ 323,76 em 30 de novembro.
 
Dos 31 produtos pesquisados, 22 apresentaram alta, 6 diminuíram de preço e 3 permaneceram estáveis. Todos os grupos apresentaram alta: Alimentação, 4,34%, Limpeza, 1,69% e Higiene Pessoal, 0,56%.
 
A variação no ano é de 14,89% (base 29/12/2009), e nos últimos 12 meses, de 14,87% (base 30/11/2009). O último recorde da Cesta Básica desde o Plano Real foi de R$ 323,76, em 30/11/2010.
 
Maiores e Menores variações de preços
A maioria dos produtos de alimentação apresentou taxa positiva, ou seja, do total de 22 itens, apenas 4 acusaram deflação em seus valores. Aqueles com maiores taxas foram: açúcar (12,79%), batata (9,09%), frango (7,71%) e carnes de 2ª (7,36%) e de 1ª (6,56%). As taxas mais negativas foram: feijão (-8,79%), salsicha (-5,23%), alho (-2,7%).

No grupo limpeza (1,69%) observou-se aumento em três dos quatro produtos pesquisados, sendo mais acentuado para o sabão em pó (2,53%). Na higiene, tanto o creme dental (-2,5%) como o desodorante (-0,87%) apresentaram quedas, enquanto que o papel higiênico (2,73%) e sabonete (1,61%), altas.
 
Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam altas ou quedas de preço, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta básica, pois a eles estão associadas às quantidades e os pesos que representam na sua composição.

Para uma alta de 3,79% na Cesta Básica, os maiores impactos em seu cálculo tiveram origem nas carnes de 2ª (0,97 pp.) e de 1ª (0,94 pp.), que isoladamente contribuíram com 1,91 pp. no cálculo de sua variação. Outras contribuições como a do açúcar (0,74 pp.), frango (0,48 pp.) e arroz (0,21 pp.), agravaram a taxa da cesta em 1,43 pp..
 
Açucar
O preço do açúcar, que em outubro já tinha apresentado alta de 4,61%, neste mês de novembro voltou a acusar alta acentuada de 12,79%. Os motivos apontados por tais aumentos são: o crescimento da demanda internacional em especial da China; redução da safra da cana, nestes dois meses, no Brasil e elevação nos preços internacionais das commodities, observada na bolsa de Chicago. Em 2010 a taxa acumulada do açúcar é de 11,07%.

Batata
O problema da batata é tipicamente sazonal, as chuvas do início de novembro prejudicaram a sua colheita, limitando a oferta e conseqüentemente elevando o seu valor de venda.

O valor da batata passou de R$ 1,54 em outubro para R$ 1,68 em novembro, com alta de 9,09%. Apesar desta elevação em seu preço, no acumulado de 2010 apresenta elevada deflação de -24,66%.

Frango
Nestes dois últimos meses o frango vem subindo de preço, em novembro atinge o maior valor de 2010, quando o quilo é comercializado a R$ 4,19. Podem-se apontar alguns motivos: formação de estoques para o final de ano, alta no custo dos insumos, milho e soja, além do reflexo do aumento da carne bovina, o qual é um importante substituto. Em 2010, a taxa acumulada é da ordem de 22,16%.

Carnes de 1ª e 2ª
As carnes de 1ª e de 2ª alteraram significativamente seus valores, nos últimos quatro meses, a de 1ª passou de R$ 12,25 em julho para R$ 15,92 em novembro, com taxa quadrimestral de 29,96%. Por sua vez, a de 2ª também subiu neste período, cujo valor foi de R$ 8,74 em julho para R$ 11,09 em novembro, com variação de 26,89%. As diferenças entre os seus reajustes podem ser deduzidas por distintas pressões de demanda.

O motivo apontado para a alta na carne bovina, segundo o Cepea- Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, reside, principalmente, na dificuldade de compra de animais para abate, que resultou em aumento do preço da arroba do boi. Apesar do acentuado aumento no mercado por atacado, seu preço já indica certa queda, dada a dificuldade de comercializar o produto devido ao seu elevado valor. A carne de 1ª subiu neste ano 43,42% e a de 2ª 38,63%.

Feijão carioquinha
O preço do feijão tem forte volatilidade, devido ao seu ciclo de produção ser de apenas três meses. Os especuladores são os grandes responsáveis por esta volatilidade, pois o produtor de feijão conhece seu ciclo e não altera significantemente a área plantada. Após as extraordinárias altas no preço do feijão, em setembro (28,83%) e outubro (9,94%), neste mês de novembro aponta queda da ordem de -8,79%.
 
Cabe salientar que seu valor ainda continuou extremamente elevado, sendo comercializado a R$ 3,63. Neste ano o feijão já acumula alta de 101,67%.

Salsicha
A salsicha que em outubro aumentou muito seu preço (5,26%) veio a cair em novembro passando de R$ 4,40 para R$ 4,17, com baixa da ordem -5,23%. A razão deste comportamento pode estar relacionada à diminuição no ritmo de reajuste das carnes de 1ª e 2ª, revelando ser a salsicha um substituto natural das carnes. Neste ano a salsicha reajustou seu valor em apenas 0,97%.
 
Alho
O consumo do alho no Brasil é de 210 mil toneladas, e a produção interna é em torno de 38% da demanda, sendo grande parte do produto importado (62%) da China e Argentina. Seu preço é afetado pela taxa de câmbio e por sua cotação internacional. A queda em seu valor neste mês foi de -2,7%. Neste ano sua alta foi acentuada, da ordem de 41,94%.
 
Variação do Valor da Cesta Básica 
 
Gráficos da Pesquisa

16/12/2010
Assessoria de imprensa
Procon-SP


 
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