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Alta nas Taxas de Juros

14/6/2010

Procon-SP constata elevação no empréstimo pessoal e no cheque especial

 
Pesquisa de taxas de juros do Procon-SP constata que as taxas médias do empréstimo pessoal e cheque especial voltaram a apresentar alta neste mês Foi a segunda alta consecutiva das taxas médias das duas modalidades pesquisadas, depois de um período de estabilidade. O maior acréscimo, por parte dos bancos da amostra, não chegou a 0,3 ponto percentual, mas desta vez a elevação foi maior do que a do mês passado, sendo expressivo o número de instituições que alteraram suas taxas: quatro no empréstimo pessoal e seis no cheque especial.
 
Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,28% a.m., superior a do mês anterior que foi de 5,21% a.m., significando um acréscimo de 0,07 ponto percentual.
As altas verificadas nessa modalidade foram:
 
HSBC – alterou de 4,61% para 4,83% a.m., o que significa um acréscimo de 0,22 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,77% em relação à taxa de maio;
Banco do Brasil/Nossa Caixa – alterou de 4,48% para 4,68% a.m., o que significa um acréscimo de 0,20 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,46% em relação à taxa de maio;

Bradesco – alterou de 5,34% para 5,40% a.m., o que significa um acréscimo de 0,06 ponto percentual, representando uma variação positiva de 1,12% em relação à taxa de maio;
 
Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.
 
Cheque Especial – a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,9% a.m., superior a do mês anterior que foi de 8,83% a.m., o que significa um acréscimo de 0,07 ponto percentual.
 
As altas verificadas nas taxas de cheque especial foram:
 
Real/Santander – alterou de 9,38% para 9,66% a.m., o que significa um acréscimo de 0,28 ponto percentual, representando uma variação positiva de 2,99% em relação à taxa de maio;

Bradesco – alterou de 8,24% para 8,30% a.m., o que significa um acréscimo de 0,06 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,73% em relação à taxa de maio;

Banco do Brasil/Nossa Caixa – alterou de 7,65% para 7,69% a.m., o que significa um acréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,52% em relação à taxa de maio;

HSBC – alterou de 9,34% para 9,36% a.m., o que significa um acréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,21% em relação à taxa do mês passado.
Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.
 
O consumidor, que já não vinha encontrando juros atrativos no mercado de crédito, deve agora procurar evitar a tomada de empréstimo, seja de curto ou de longo prazo. Sendo possível aguardar momento mais oportuno, recomenda-se o não endividamento às atuais taxas.

O levantamento, feito no dia 02 de junho, envolveu dez instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

O mercado financeiro começa a reagir à perspectiva de aperto monetário já anunciado na terceira reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, ocorrida nos dias 27 e 28 de abril, na qual se decidiu pela elevação da taxa Selic de 8,75% para 9,5% ao ano.    

Na quarta reunião deste ano (ocorrida nos dias 08 e 09 de junho), o COPOM decidiu elevar novamente a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, passando de 9,5% para 10,25% ao ano. A taxa Selic voltou à casa dos dois dígitos, confirmando as previsões dos especialistas do setor e reforçando a perspectiva de novos aumentos até o fim do ano.

A velocidade da demanda doméstica verificada no primeiro trimestre do ano – em boa parte motivada pelas reduções de impostos que estimularam a compra de automóveis e eletrodomésticos – pioraram as expectativas de inflação. Mesmo com a desaceleração do IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor), em maio, continua o temor de que um superaquecimento da economia comprometa a meta de inflação para o ano. Com a elevação da taxa básica da economia, o custo dos empréstimos e financiamentos passa a ficar mais alto, aumentando os juros para o consumidor de crédito e, consequentemente, inibindo o consumo. Seguindo a lei da oferta e demanda, a diminuição da procura por bens e serviços desaquece a economia, impedindo que os preços subam. A prioridade do Banco Central é, justamente, evitar que a inflação fuja do controle.      
 
14/06/2010
Assessoria de imprensa
Procon-SP


 
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