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Cesta básica de maio

9/6/2010

Pesquisa do Procon-SP constata queda de 0,03%

O valor da cesta básica de maio apresentou queda de 0,03%, constata pesquisa da Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese. O preço médio no dia 30 de abril era de R$ 301,34 e passou para R$301,25 em 31 de maio.
 
Dos 31 produtos pesquisados, 18 apresentaram alta,11 diminuíram de preço e dois permaneceram estáveis. O grupo Alimentação apresentou alta de 0,13%, enquanto os grupos Limpeza e Higiene Pessoal tiveram queda de 1,27% e 0,08%, respectivamente.
 
Entre os produtos que compõem o grupo Alimentação, destacam-se os que registraram as maiores  quedas de preço neste mês: batata – kg (-12,81%); açúcar refinado – pacote 5 kg (-10,48%) e frango resfriado inteiro – kg (-3,30%). Os produtos que registraram as maiores altas de preço do grupo foram: cebola – kg (12,50%), biscoito maizena – pacote 200g (9,09%) e margarina – pote de 250g (5,94%).
 
A variação no ano é de 6,91% (base 29/12/2009), e nos últimos 12 meses, de 5,58% (base 29/05/2009). O último recorde da cesta básica desde o Plano Real foi de R$ 307,10, em 11/05/2010.
 
Os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para “desovar” estoques através do rebaixamento temporário dos preços.
 
A análise a seguir pretende focalizar os produtos com maior participação na variação do valor médio da cesta básica deste mês.
 
BATATA
A expectativa de reversão dos preços foi confirmada no mês de maio. O preço da batata apresentou a primeira queda do ano, na pesquisa da cesta básica.
 
Apesar da colheita da safra de verão (safra das águas) ter sido prejudicada pela chuva, interferindo na oferta, o mercado ainda se encontra abastecido pelo produto proveniente de regiões do sul do País.
 
A temporada das secas iniciou-se no final de maio e deve atingir o pico da colheita em junho, quando as regiões produtoras do Paraná, Sul de Minas, Itapetininga(SP) devem colocar boa parte de sua produção no mercado. A área total destinada para esta temporada foi 10% superior ao mesmo período do ano passado.
 
As praças do sudoeste paulista e do triângulo mineiro devem atingir seu pico de plantio em julho. Se depender unicamente do volume de oferta, a previsão é de que os preços continuem em baixa.
 
Na pesquisa deste mês, o preço da batata (kg) apresentou queda de 12,81%. A variação acumulada no ano, no entanto, foi positiva (43,5%).
 
AÇÚCAR
O preço do açúcar apresentou, em maio, a terceira queda consecutiva na pesquisa mensal da cesta básica de 2010. Esse comportamento segue a tendência dos preços no mercado internacional.
 
Especialistas em derivativos agrícolas dizem que o panorama de hoje está ligado à percepção do mercado em relação ao aumento da produção no Brasil e na Índia. Isso faz com que os investidores prevejam o aumento de estoques e a queda de preços no mercado internacional.
Além da expectativa do avanço da produção da Índia – que divide com o Brasil a posição de maior produtor de açúcar do mundo – o efeito da crise europeia já chega às commodities agrícolas e o primeiro a sentir seus impactos negativos é o açúcar, que desde o início do colapso na Grécia apresentou queda.
 
No mercado interno, as condições de oferta também estão favoráveis à queda dos preços. O avanço da colheita segue favorecida pelo tempo firme.
 
Na pesquisa da cesta básica de maio, o preço do açúcar refinado (pacote de 5 kg) apresentou queda de 10,48%. Foi a maior variação negativa mensal desde outubro de 2007, quando registrou queda de 17,82% em relação ao mês anterior.
 
FRANGO
O preço do frango vem apresentando nos primeiros cinco meses de 2010 alternâncias de altas e quedas. Na pesquisa de maio apresentou queda de preço. O mercado se manteve aquecido e os preços chegaram a ensaiar uma subida, mas a situação mudou: a oferta do produto aumentou, as vendas caíram e o preço foi pressionado para baixo.
 
A ampla oferta da carne de frango, principalmente da região de Bragança Paulista, aliada à queda da remuneração das exportações pela valorização cambial, rebaixou os preços. Os menores preços refletem também a redução dos custos de produção, já que os preços do milho e da soja continuam em patamares baixos.
 
O produto brasileiro está ganhando bom espaço em países asiáticos e africanos, depois que a indústria nacional teve de buscar novos parceiros devido à crise de 2008, mas a crise grega, que se espalhou também por outros países da Europa, começa a afetar o Brasil. Um dos principais setores de exportação, o de frango, já sente a retração das vendas neste ano.
 
Na pesquisa de maio, o preço do frango resfriado inteiro (kg) apresentou queda de 3,30%. A variação acumulada no ano foi de - 6,12%.
 
CEBOLA
O preço da cebola mantém-se em alta desde março na pesquisa da cesta básica de 2010.
 
Contrariando a previsão para abril, a região nordestina do Vale do São Francisco iniciou a safra de cebola de 2010 no final de maio, com o atraso de algumas semanas no transplantio por conta das chuvas. Além disso, o pico de safra também foi adiado e deve ocorrer de julho a setembro no Vale.
 
Com as mudanças, o período de maior oferta poderá coincidir com o das praças de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Apesar do Brasil ter recebido os melhores bulbos argentinos para compor o abastecimento interno, a oferta insuficiente de cebola de outras regiões do País acabou por elevar os preços.
 
Na pesquisa da cesta básica de maio, o preço da cebola (kg) apresentou alta de 12,50%. A variação acumulada no ano foi de 25,93%.
 
MILHO
Em Mato Grosso e no Paraná, Estados que são responsáveis por 40% de toda a produção nacional de milho, o valor de mercado está muito abaixo do mínimo do governo. Desde março, os produtores vêm pressionando o governo para realizar leilões.
 
O Estado do Paraná ainda tem muito milho estocado nas cooperativas. Nem mesmo os leilões anunciados pela Conab funcionaram como estímulo para quem plantou e os preços só não caíram mais até agora porque parte dos produtores está sem pressa de vender, aguardando as medidas do governo para apoiar a comercialização. Muitos agricultores optaram por não arriscar com a cultura.
 
Por outro lado, a forte estiagem que atinge o Estado de Mato Grosso também tem preocupado produtores, visto que afeta lavouras e a produtividade do milho safrinha. De acordo com análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse cenário tem influenciado a movimentação dos preços no mercado paulista. Isso porque grande parte dos compradores de São Paulo negocia volume significativo de milho de fora do Estado, dado que o grão paulista não supre a demanda interna.
 
A estiagem também está prejudicando a produção de milho em algumas partes do sertão do Nordeste. No município de Mossoró, no sertão do Rio Grande do Norte, a estiagem está atrapalhando o desenvolvimento das lavouras e a safra deste ano deve ser bem menor.
Na pesquisa de maio, o preço do biscoito maizena (pacote de 200g) apresentou alta de 9,09% (maior variação positiva mensal desde maio de 2008, quando registrou alta de 12,50% em relação ao mês anterior). O preço da margarina (pote de 250g) apresentou alta de 5,94% (maior variação positiva mensal desde outubro do ano passado, quando registrou alta de 6,32% em relação ao mês anterior).
 
 Variação do valor da cesta básica
 
Gráficos da pesquisa 
09/06/2010
Assessoria de imprensa
Procon-SP


 
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