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Pesquisa Juros Bancários

14/5/2010

Taxas médias de juros bancários apresentam pequena alta, constata Procon-SP

A pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial do Procon-SP revelou que as duas modalidades apresentaram pequena alta em relação ao mês anterior. A variação ocorreu após cinco meses de estabilidade na taxa média do empréstimo pessoal e praticamente oito meses de estabilidade na taxa de cheque especial.
 
Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,21% a.m., superior a do mês anterior que foi de 5,17% a.m., significando um acréscimo de 0,04 ponto percentual.
 
A única alteração foi promovida pela Caixa Econômica Federal, que aumentou a taxa de empréstimo pessoal de 4,39% para 4,78% a.m., o que significa um acréscimo de 0,39 ponto percentual, representando uma variação positiva de 8,88% em relação à taxa de abril.
 
Cheque Especial – a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,83% a.m., superior a do mês anterior que foi de 8,79% a.m., o que significa um acréscimo de 0,04 ponto percentual.
 
A única alteração foi promovida pela Caixa Econômica Federal, que aumentou a taxa do cheque especial de 6,75% para 7,15% a.m., o que significa um acréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação positiva de 5,93% em relação à taxa de abril.
 
O consumidor que necessite realmente de crédito pode conseguir modalidades mais baratas, mas precisa evitar financiamentos com prazos muito longos que, no final das contas, pesam muito no bolso. É bom lembrar, também, que o cheque especial deve ser usado somente em situações emergenciais e de curto prazo.         
 
O levantamento, feito em 3 e 4 de maio, envolveu dez instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
 
Não se pode concluir com base no resultado da pesquisa que o mercado já esteja iniciando um movimento de alta das taxas de juros, já que apenas um banco elevou suas taxas, gerando pouco impacto nas taxas médias. Mas o fato é que a recente elevação da taxa Selic representa o início de um novo ciclo de aperto monetário e as repercussões no crédito não tardarão.   
 
Na terceira reunião deste ano (ocorrida nos dias 27 e 28 de abril), o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, passando de 8,75% para 9,50% ao ano. Foi a primeira alta da taxa desde setembro de 2008, dias antes da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, estopim da crise financeira internacional. Após aumentar a taxa de juros em setembro de 2008 (de 13,00% para 13,75% a.a.) o COPOM promoveu cinco cortes consecutivos entre janeiro e julho do ano passado, baixando a Selic para 8,75% a.a., o menor valor já registrado. Esse percentual foi mantido nas últimas cinco reuniões.
 
O aumento da taxa de juros é a medida adotada pelas autoridades monetárias para controlar a inflação. Para o Banco Central o atual aumento da inflação vem sendo causado pelo aumento persistente do consumo, num ritmo superior à capacidade de fornecimento de bens e serviços pelo setor produtivo. Se as expectativas do mercado se confirmarem e a Selic continuar subindo nos próximos meses, os juros mensais para os consumidores seguirão a mesma tendência.
 
Taxas de juros - Maio 2010
 
14/05/2010
Assessoria de imprensa
Procon-SP


 
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