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Discriminação étnico-racial

19/11/2009

Pesquisa do Procon-SP constata que há discriminação no mercado de consumo

 

Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, com a colaboração de alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares, sobre discriminação étnico-racial nas relações de consumo, constatou que uma parcela significativa dos entrevistados (44,26%) já se sentiu discriminada no mercado de consumo no momento da compra de um produto ou serviço, em função da raça/cor. No entanto, somente 3,70% destes consumidores denunciaram a discriminação para as autoridades competentes. Entre os que não se manifestaram, a maioria (54,29%) disse que não valia a pena levar o caso adiante.
 
O objetivo da pesquisa é de traçar um perfil da população afrodescendente no mercado de consumo, destacando acesso, hábitos, comportamentos e, principalmente, sua percepção em relação à discriminação étnico-racial neste contexto.
 
Ainda conforme o levantamento, o tipo de estabelecimento em que o consumidor afro descendente mais se sentiu discriminado foi loja de vestuário. Em seguida, aparecem banco/financeira, supermercado e shopping center.
 
De acordo com os entrevistados, a prática discriminatória mais comum é a desconfiança dos seguranças, além do não atendimento por parte do vendedor e até mesmo à proibição de entrada no estabelecimento.
 
Em relação a campanhas publicitárias, 89,84% dos entrevistados não identificou nenhuma que incitasse à discriminação pela cor/raça.
 
Perfil Sócio – Econômico e Hábitos de Consumo
A pesquisa apontou que 53,77% dos afrodescendentes entrevistados se declararam de cor preta e 46,23% de cor parda, tomando-se como base a classificação do IBGE; 58,03% são do sexo feminino; 50,82% têm entre 18 e 30 anos, 29,51% têm ensino médio completo, 48,20% são funcionários de empresa privada, 44,92% têm faixa de renda mensal acima de um até três salários mínimos, 47,87% têm imóvel próprio, mais da metade dos consumidores possuem microcomputador e MP3 ou similar e 36,39% possuem automóvel.
 
O levantamento também constatou que 65,25% dos entrevistados afirmaram que não valorizam produtos pessoais de marca ou grife. Quanto aos produtos afro, verificou-se maior concentração de consumo em produtos para cabelo (54,43%) e pele (31,15%). Os locais mais frequentados pelos entrevistados no momento de lazer são: shopping center, cinema, bar, restaurante/lanchonete e danceteria/escola de samba.
 
Metodologia
A pesquisa foi efetuada, por meio de entrevistas pessoais direcionadas ao público que se auto declarou de cor parda ou preta, quando lhe foi apresentado o conjunto de alternativas, segundo classificação do IBGE (amarela, branca, indígena, parda e preta). As entrevistas pessoais foram realizadas nos dias 03, 15, 16 e 19 de outubro, por meio de aplicação de 305 questionários estruturados.
 
19/11/2009
Assessoria de Imprensa
Procon-SP

 


 
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