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Cesta básica de setembro

22/10/2009

Procon-SP constata queda de 0,12%

O valor da cesta básica de setembro apresentou queda de 0,12%, revela pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta, em 31 de agosto, era de R$ 283,63 e passou para R$ 283,30, em 30 de setembro.
 
Dos 31 produtos pesquisados, 21 diminuíram de preço, nove apresentaram alta e um manteve-se estável. O grupo Limpeza foi o que apresentou a maior queda, com 3,87%. O grupo Higiene Pessoal também apresentou variação negativa, 1,17%, e o grupo Alimentação apresentou alta de 0,5%.

Entre os produtos que compõem o grupo Alimentação, destacamos os que registraram as  maiores  quedas de preço neste mês: queijo muzzarela fatiado - kg (-6,08%); frango resfriado inteiro - kg  (-4,44%); carne de segunda s/ osso - kg (-4%) e ovos brancos - dz (-3,93%). Destacamos também as principais altas de preço no período: cebola - kg (45,88%); açúcar refinado - pacote 5 kg (18,70%) e batata  - kg (15,74%).
 
A  variação no ano é de  -1,56% (base 26/12/2008), e  nos últimos 12 meses, de  -3,87% (base 30/09/2008). O último recorde da cesta básica desde o Plano Real foi de R$305,30, em 23/07/2008.
 
É importante salientar que os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para "desovar"estoques através do rebaixamento temporário dos preços.
 
A análise a seguir pretende focalizar os produtos com maior participação na variação do valor médio da cesta básica deste mês.
 
LEITE (DERIVADOS)
A entrada da nova safra de leite do sul do país somada à iniciativa do governo de autorizar a importação de leite de países do MERCOSUL, como Uruguai e Argentina, tiveram como consequência o declínio dos preços. Além disso, o preço internacional tem recuado muito. A situação se degradou pelo excesso de oferta, em virtude do aumento de produção na Nova Zelândia e o menor consumo da China.
 
Na indústria de lácteos, o preço do leite em pó vem sofrendo as maiores quedas.
 
Na pesquisa da cesta básica de setembro, o preço do queijo muzzarela fatiado apresentou queda de 6,08%. Foi a segunda queda consecutiva de preço, depois de três meses de alta e a maior queda de preço desde outubro de 2007, quando registrou variação negativa de 11,9% em relação ao mês anterior. A variação acumulada no ano, porém, registrou alta de 8%.

FRANGO
A avicultura, motivada pelo abrandamento da crise internacional, acelerou a produção e elevou a oferta; agora começa a viver forte redução nos preços do frango. Esse excedente de oferta não foi absorvido pelo mercado internacional, face à demanda menor em alguns países para os quais o Brasil exporta. A produção recorde, aliada ao enfraquecimento das exportações em agosto, fez com que a disponibilidade de carne de frango no mercado interno chegasse a um dos patamares mais elevados dos últimos anos, deprimindo os preços.
 
Na pesquisa setembro, o preço do frango resfriado inteiro apresentou queda de 4,44%. É a segunda queda consecutiva de preço, depois de quatro meses de alta. A variação acumulada no ano registrou queda de 1,35%.

CARNE
Em plena entressafra, os preços do boi gordo vêm registrando queda desde agosto. Esse fato foi um efeito combinado da crise mundial - e redução do volume exportado - com o comprometimento da renda dos consumidores e o atraso na volta às aulas devido à gripe A, que agiu negativamente sobre a demanda por carne bovina. Segundo os especialistas, mesmo com a queda de preço da carne de segunda, o consumidor brasileiro está consumindo mais carne de primeira, que também apresenta queda de preço no varejo.
 
Desde o dia 01/09/09 está em vigor o regime especial de tributação, que isenta a produção e comercialização de carnes e produtos resultantes de abate em frigorífico paulista da cobrança do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS), essa medida poderá contribuir para a estabilidade do preço das carnes.
 
Na pesquisa da cesta básica de setembro, o preço da carne de primeira (kg) apresentou queda de 0,87% e a carne de segunda s/ osso (kg), queda de 4%.  A carne de segunda apresentou, em setembro, a maior variação negativa desde janeiro deste ano, quando apresentou queda de 6,08% em relação ao mês anterior. A variação acumulada no ano da carne de primeira e de segunda foi de -4,36% e -5,52%, respectivamente.
 
OVOS
O alojamento de poedeiras e a produção de ovos continuam estáveis, mas a volta tardia às aulas continua interferindo no nível de consumo, que ainda não se normalizou. Por enquanto a mercado se encontra bem abastecido, com a oferta superando a demanda. Com a retomada da demanda interna e do descarte das poedeiras menos produtivas, a tendência é de estabilização dos preços.
 
Na pesquisa da cesta básica de setembro, o preço dos ovos brancos (kg) apresentou queda de 3,93% Foi a terceira queda consecutiva de preços. No acumulado no ano não houve variação.
 
CEBOLA
Durante os meses de agosto e setembro a safra entra em pico de oferta nas principais regiões produtoras. No entanto, nas cidades de Piedade, São José do Rio Pardo, São João da Boa Vista, Casa Branca, Monte Alto e Itapeva, a incidência de chuvas contribuiu para a queda da safra prevista.

Após um período de tempo seco e quente nas duas primeiras semanas de agosto, uma frente fria chegou ao Estado de São Paulo, derrubando a temperatura e trazendo chuva a todas as regiões. Além de comprometer a colheita, dificultou o transporte e o abastecimento, com efeito altista sobre o preço.

Das culturas-alvo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/ESALQ) nesta frente, as mais prejudicadas em São Paulo foram a cebola e a batata.

Na pesquisa de setembro, o preço da cebola - kg apresentou alta de 45,88%. Foi a maior alta de preço desde maio de 2004, quando registrou variação positiva de 60,19% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a alta foi de 36,26%.
 
AÇÚCAR
O déficit mundial de açúcar e a saída do mercado de alguns produtores, como a Índia -  que de exportador passou a ser importador - em função da seca, ocasionaram uma forte valorização da commodity no mercado internacional. O México e o Egito, que estão entre os maiores consumidores mundiais de açúcar, anunciaram que entraram no mercado para comprar o produto em grandes quantidades para garantir a oferta interna. A notícia também ajudou a sustentar as cotações.
 
Além disso, nos canaviais a chuva dificultou o corte e o transporte da cana e houve quebra no rendimento industrial por causa da baixa concentração de açúcar no colmo. O abastecimento do mercado doméstico se encontra em baixa, dado o aumento das exportações e os problemas climáticos internos. O resultado é a alta dos preços.
 
Na pesquisa da cesta básica de setembro, o preço do açúcar refinado apresentou alta de 18,7%. Foi a quarta alta consecutiva de preços e a maior variação positiva desde agosto de 2004, quando registrou alta de 22,5% em relação ao mês anterior. A variação acumulada no ano registrou alta de 58,41%.
 
BATATA
As previsões eram de crescimento da oferta devido à intensificação da colheita nas principais regiões produtoras, no entanto a batata e a cebola foram prejudicadas pelas fortes chuvas no Estado desde a segunda quinzena de agosto.

No caso da batata, o problema se concentrou em Vargem Grande do Sul (SP), principal responsável pela oferta do produto neste período do ano. A colheita foi interrompida durante as chuvas, refletindo nos preços.

No entreposto da estatal Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), na capital paulista, a batata foi um dos produtos que mais registrou alta de preço.
 
Na pesquisa da cesta básica de setembro, o preço da batata apresentou alta de 15,74%. Foi a maior variação positiva mensal desde abril deste ano, quando variou 20,69% em relação ao mês anterior. A variação acumulada no ano registrou alta de 68,89%.
 
Gráficos da Pesquisa
 
Tabelas da Pesquisa
 
 
22/10/2009
Assessoria de Imprensa
Procon-SP
 


 
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